Em 1996, ele chegou a Linhares para coordenar a implantação do telejornalismo na extinta TV Norte (SBT), atual TV Gazeta Norte. Hoje, Wilton Junior é o repórter correspondente do Jornal A Tribuna, em Linhares e região, onde trabalha desde agosto de 2000.
Linhares – Jornalista profissional, com especialização em Telecinejornalismo e pós-graduado em Jornalismo Esportivo, Wilton Junior tem 49 anos e há 21 chegava em Linhares. No currículo profissional, o jornalista tem passagens pela afiliada da Rede Globo, em Cuiabá-MT (TV Centro América), afiliada da Rede Globo, em João Pessoa-PB (TV Cabo Branco), afiliada da Band, em João Pessoa-PB (TV Correio) e afilada da TV Cultura, em Patos de Minas-MG (NTV).
Trabalhou ainda na Revista Diga e no jornal Diário Correio de Patos (Patos de Minas). Tem trabalhos profissionais como colaborador para diversas mídias (rádios CBN e RBS, Jornal Folha de São Paulo e site UOL).
De acordo com o jornalista, o gosto pela profissão chegou ainda na infância e adolescência, quando acompanhava o processo de produção e distribuição da revista cultural “Paca Tatu Cotia Não”, editada por seu tio, João Batista Jorge Neto, e que contava com a participação de jornalistas e poetas da sua cidade natal, São Gotardo (MG).
Perseguição
“A revista foi um marco em meados da década de 70, pois naquela ocasião era difícil um trabalho alternativo que batia de frente nas políticas da ditadura militar, do agronegócio irresponsável e sem ações de sustentabilidade, o que custou a destruição do cerrado mineiro. E a redação funcionava, praticamente, dentro da minha casa. A produção era toda feita na gráfica da minha avó.
Naquele tempo, houve muita perseguição, intrigas políticas e até ameaças, mas tudo superado com a força de vontade de uma geração que não se calou e acabou virando símbolo de resistência à imposição do regime ditatorial, inclusive quanto ao conteúdo editorial de vários jornais e suplementos literários que circulavam, mesmo sob pressão”, lembrou Wilton Junior.
Ele afirma que ainda criança e já iniciando a adolescência fez, ali, na redação da “Paca Tatu”, o seu laboratório para a carreira profissional que hoje, já beira os 29 anos de atuação na área do jornalismo.
“É uma profissão que me chegou ainda muito cedo. Reportar histórias é o que eu sempre quis e gosto de fazer. Corre nas veias essa emoção e a responsabilidade de poder colaborar para uma sociedade melhor. É uma profissão que não tem uma rotina. A cada dia uma história diferente e tenho orgulho de participar desse papel de ser formador de opinião, trabalhando com a verdade, a seriedade e o respeito pela informação, relatando aquilo que realmente acontece ao nosso redor”, destacou o jornalista.
Wilton ainda reforçou o esforço na busca pela notícia na sua íntegra e imparcialidade. “Hoje, tenho orgulho pelo telejornalismo que vem sendo feito em Linhares e na região Norte do Estado e sei que muitos profissionais e a sociedade em geral têm a agradecer aos pioneiros desse setor”, concluiu.


