Estado – A região norte do Espírito Santo tornou-se a maior produtora de pimenta do reino do país, mas o grande número de produtores que investiram no plantio da especiaria e a variação do dólar fizeram o preço do produtor cair. Segundo o pesquisador Fábio Luiz Partelli, desde 2015 o preço da especiaria começou a abaixar.
Outro fator que influenciou a queda foi a crise econômica e a variação do dólar, já que 10% da produção é exportada. Mesmo com a baixa cotação dos preços, alguns agricultores são otimistas e dizem que vão continuar investindo na produção, como forma de diversificar o que produzem e terem alternativas para concorrer com a pecuária e o café.
A cultura da pimenta-do-reino gera mais de 100 milhões de dólares de divisas ao Brasil (IPC, 2011). Socialmente, é absorvedora de mão de obra, pois cada tonelada de pimenta-do-reino colhida corresponde a um emprego no campo (Embrapa, 2011). Esses fatos destacam sua importância social e econômica, pois, ao gerar trabalho e riqueza, sobretudo no meio rural, diminui consequentemente o êxodo rural.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de pimenta-do-reino e segundo maior exportador. Em 2010, o País exportou mais de 30 mil toneladas dessa especiaria (IPC, 2011). Dois Estados destacam-se na produção dessa piperácea: Pará, com 79 %, e Espírito Santo, com 13 % da produção nacional (IBGE, 2009). Este último apresenta o cultivo mais tecnificado, com mais de 80 % da área cultivada sob irrigação, o que proporciona maiores índices de produtividade, quando comparado com o primeiro.

