O presidente da Fundação Renova, André de Freitas, participou das cerimonias que sacramentaram a doação do dinheiro para a construção das estradas. Ele faz parte desta jogada política.
Da Redação
Obras públicas nas quais empresas da iniciativa privada não tem nenhum relacionamento, é de responsabilidade do governo do município, do Estado ou da União. Mas para bajular a classe político e não cumprir a lei pagando as indenizações previstas aos produtores rurais, a Fundação Renova, mantida pelas empresas Samarco, Vale e BHP, resolveu dar uma polpuda verba para a construção e pavimentação da estrada que liga Regência e Povoação a Linhares, que está orçada em mais de 350 milhões. O dinheiro “doado” pela Fundação Renova poria um ponto final na questão das indenizações devidas. Aliás, a Fundação foi criada com esta finalidade, e não para construir obras que não lhe diz respeito.
A questão é que estamos vivendo um período pré eleitoral, no qual serão eleitos presidente da República, senadores, deputado federal, governadores e deputados estaduais. E essas empresas já são acostumados a financiar políticos que depois de eleitos vão defender seus interesses. Uma espécie de “tome lá, dá cá” que está inserida há muitos na cartilha corrupta dos políticos brasileiros.
O governador lembrou que os locais foram atingidos pelo desastre ocorrido em novembro de 2015, afetando diretamente a vida dos moradores. Desta forma, o Governo do Estado vem atuando no sentido de garantir que os recursos a título de compensação sejam utilizados para efetivas melhorias na região. “A população desses locais foi muito prejudicada, a exemplo dos pescadores e de quem vive do turismo. Todos sofreram muito, por isso vamos compensá-los com obras que possam trazer o desenvolvimento e oportunidades novamente para esses locais”, garantiu Casagrande.
Muito justo. Mais justo seria pagar as famílias prejudicadas, muitas passando necessidades, para que elas voltem a ter uma vida digna, produzindo em suas lavouras a comida que vai para milhares de pessoas. O asfalto na verdade é obrigação do governador Casagrande, que tem dinheiro para isso em caixa, mas prefere usar aquele que seria para a indenização de dezenas de produtores rurais da região capixaba do vale do Rio Doce.
Um governador que não está preocupado com o bem estar do povo. É governador das elites que comandam o Estado e tem nele um fiel escudeiro. O povo sempre em segundo lugar, não importa se eles são a mola propulsora do desenvolvimento interiorano. O que interessa é essa política nefasta que privilegia uma minoria que explora a grande maioria de cidadãos de bem desse Estado. É hora de mudar. É hora de dar o troco.


