Ademir Lucio Araujo Ferreira, preso no Rio Grande do Sul, procurado por estupro e pelo desaparecimento da menina Thayná
RGS – Terminou o drama da família da menina Thayná Andressa de Jesus Prado, 12 anos. Policiais militares do Rio Grande do Sul prenderam na madrugada desta segunda-feira (13) o acusado de sequestrar e matar a adolescente. O acusado Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 55 anos, foi encontrado na rua Comendador Manoel Pereira, no centro de Porto Alegre.
Ademir foi levado para a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Polícia Civil, localizada em Porto Alegre. Ainda não há informações de quando Ademir será transferido para o Espírito Santo.
Ossada e roupa encontradas na sexta
O padrasto da menina Thayná reconheceu que a roupa encontrada pela polícia na manhã de sexta-feira (10) é da enteada, segundo informação foi divulgada pelo delegado responsável pelo caso, José Lopes, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A mãe da Thayná, Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, ficou muito abalada quando o companheiro reconheceu a roupa no DML de Vitória e nem conseguiu olhar a peça. Quando ouviu o companheiro confirmar que era o vestido da menina, Clemilda passou mal, chorou muito e saiu do departamento.
De acordo com o delegado, a peça de roupa encontrada é muito semelhante com a que Thayná usava no dia do sequestro. No entanto, mesmo com o padrasto reconhecendo que o vestido era da menina, somente o teste de DNA pode confirmar oficialmente se a ossada encontrada é da Thayná. A previsão inicial é que o exame fique pronto em 30 dias. O delegado José Lopes prometeu empenho da equipe para fazer com que esse prazo seja reduzido.
Em 17 de outubro, dia em que Thayná, de 12 anos, desapareceu no bairro Universal, em Viana, a mãe Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, procurou a polícia. Os dias seguintes foram uma via crucis. Foram idas aos comércios do bairro, conversas com moradores, tudo para levantar informações que pudessem ser usadas para ajudar na busca pela menina.
Até na casa do suspeito de ter raptado a filha dela, Clemilda foi. Tudo feito, segundo a costureira, sem a ajuda da polícia. O que conseguiu, entregou para a investigação. “Entreguei o vídeo dela entrando no carro e falei: “Agora vocês acreditam que minha filha não fugiu? Só assim o caso passou a ser tratado como sequestro”, desabafa.
Acusado de sequestrar a menina Thayná Andressa de Jesus Prado, 12 anos, Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 55 anos, contou, em vídeo, após ser preso, detalhes do dia do crime. Durante a confissão, ele garantiu que o corpo da menina está dentro de uma lagoa em Viana (assista abaixo).
Operação em Viana
As ossadas de uma criança do sexo feminino e restos de roupas foram encontrados em um brejo, próximo a uma lagoa de Viana, na localidade de Areinha. As buscas foram realizadas por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT) da Polícia Civil e de militares do Corpo de Bombeiros.
Segundo o delegado, a polícia recebeu a informação de que Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 52 anos, acusado de sequestrar a menina Thayná, usava essa área para cometer os crimes contra as vítimas dele. “Fizemos um pente-fino na região com buscas na lagoa e no entorno e não localizamos nada. Por volta das 9h50 tivemos êxito em achar uma ossada de uma menina”, ressaltou o delegado.
O delegado José Lopes também afirmou que o matagal próximo ao brejo onde a ossada foi encontrada estava queimado, fato que ocorreu no dia 31 de outubro. Mesmo dia em que a polícia divulgou o caso Thayná, às 11 horas, apontando Ademir como suspeito do desaparecimento da menina.
O sequestrador
Ademir Lúcio Araújo Ferreira, 52 anos, já cumpriu pena por homicídio e saiu da cadeia em dezembro do ano passado. Ele também é acusado de estupro de uma menina de 11 anos e tem passagens policiais por roubo e estelionato.
Carro usado no sequestro é encontrado em Guarapari
O carro usado pelo sequestrador de Thayná foi encontrado pela polícia no dia 6 de novembro, em Guarapari. O Gol de cor prata estava em uma oficina mecânica, com o motor batido. Segundo o titular da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, José Lopes, cerca de 10 dias depois do sequestro de Thayná, Ademir vendeu o carro para um queijeiro.

