A Fundação Renova, responsável pela aplicação das medidas de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, prevê que um dos trechos irá até Regência/Linhares
A Fundação Renova, responsável pela aplicação das medidas de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, vai protocolar, na próxima segunda-feira (20), junto aos órgãos ambientais da União, de Minas Gerais e do Espírito Santo, um plano de manejo do rejeito depositado ao longo de toda a Bacia Hidrográfica do Rio Doce.
O plano fará a Bacia ser dividida em 14 trechos, sendo que no Espírito Santo, estão dois desses trechos: um que vai até a barragem de Mascarenhas, em Baixo Guandu, e outro que se estende dessa localidade até a foz do Rio Doce, em Regência, no município de Linhares.
Segundo a líder de programas socioambientais da Fundação Renova, Juliana Bedoya, o tempo para que as ações sejam realizadas depende da autorização do Ibama, do Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo e da Secretaria de Meio Ambiente de Minas.
“A partir do momento em que tivermos a aprovação dos órgãos ambientais sobre a metodologia e os critérios que foram desenvolvidos, nós vamos definir um plano de ações com cronograma consistente para as atividades de recuperação em cada trecho do rio”, disse.
O plano de recuperação foi concluído na última segunda-feira (13) e apresenta o mapeamento de técnicas de remoção do rejeito que poderão ser usadas, como escavação, dragagem e retirada manual em locais sensíveis. O plano de manejo foi construído com a participação de cerca de 80 profissionais de 30 instituições, entre órgãos ambientais, instituições de ensino e pesquisa e consultorias especializadas.


