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Novo secretário da Justiça aposta na integração para aprimorar o sistema prisional

Rede Diario Es por Rede Diario Es
31 de janeiro de 2019
em Polícia
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Novo secretário da Justiça aposta na integração para aprimorar o sistema prisional
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O delegado da Polícia Federal, o carioca Luiz Carlos de Carvalho Cruz, assumiu o comando da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) do Espírito Santo neste mês. O novo secretário, responsável por gerir as políticas públicas de Justiça do Estado, é formado em direito pela UERJ e Ciências Náuticas pela Marinha do Brasil.

Além disso, também coordenou a comissão estadual de Segurança Pública de Portos Terminais e Instalações Portuárias e Vias Navegáveis do Estado do Rio de Janeiro e foi presidente da comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis. Cruz tem formação em Gestão pela Qualidade Total, Gestão por Competência e Gerenciamento de Projetos.

O secretário da Justiça foi diretor de Operações da Secretaria Extraordinária para segurança de grandes eventos do Rio de Janeiro, responsável pelo Planejamento, Treinamento e Coordenação das ações de segurança para eventos como a Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações, Copa do Mundo FIFA 2014 e Jogos Olímpicos Rio 2016.

O trabalho possibilitou ao novo secretário uma visão global de como funciona a segurança em diversos países, conhecimento que pretende utilizar no Espírito Santo para desenvolver as melhores práticas mundiais. De acordo com o secretário, a gestão da pasta seguirá três objetivos estratégicos, sendo eles: segurança, ressocialização e eficiência administrativa.

“O cenário do Espírito Santo é de muitos desafios. Temos uma superlotação nas unidades prisionais que hoje é de quase nove mil detentos a mais e precisamos implantar e rever soluções para mudar esse quadro.   Apostamos no aprimoramento do nosso sistema de Justiça para que essa construção seja coletiva, com a cooperação das diversas instituições públicas, privadas e sociedade civil. Vamos trabalhar para garantir o cumprimento da execução penal de forma plena, trazendo segurança à sociedade e reintegração social dos apenados, com uma gestão eficiente e racional”, garante Luiz Carlos de Carvalho Cruz.

Soluções para a superlotação nos presídios

Para aprimorar a gestão do sistema prisional capixaba, uma comissão com representantes de instituições que compõem o sistema de Justiça do Espírito Santo foi formada no início de janeiro, como uma das propostas do Governo do Estado para reduzir o déficit de vagas nos presídios.

Para isso, alternativas estão sendo discutidas com representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES), em conjunto com as secretarias de Justiça, Economia e Planejamento e Direitos Humanos.

Dentre as medidas que estão sendo tomadas estão: a implementação do processo eletrônico de execução penal, a expansão do uso de tornozeleiras eletrônicas, a identificação qualificada da massa carcerária e a ampliação de métodos de ressocialização de detentos. Esses assuntos serão discutidos na segunda reunião da comissão, marcada para o dia 11 de fevereiro.

Aliada às demais soluções para a superlotação nos presídios, está a construção da nova unidade prisional de Xuri, em Vila Velha, com capacidade para 800 vagas.   O secretário de Justiça, Luiz Carlos de Carvalho Cruz, ressalta a importância do trabalho conjunto para propor alternativas ao sistema.

“Precisamos consolidar penas alternativas, juntos com as demais instituições de Justiça, para estabelecer um melhor processo de punição a quem cometeu crimes. Isso se faz conhecendo melhor o perfil do preso, com informações mais amplas, tais como temperamento, periculosidade e até perfil psicossocial, que ajudem o Judiciário a determinar qual tipo de pena ele irá cumprir. Há crimes de menor potencial ofensivo aos quais podem ser ofertadas penas alternativas, sem retirar o infrator do convívio social. Dessa forma, ele não deixa de ser punido e concentramos nossos esforços em manter preso quem realmente ameaça à sociedade”, ressalta Cruz.

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