O grande Ricardo Amorim, escreveu o texto que aqui destacamos, por entendermos a necessidade de ampla discussão sobre o que vai acontecer com diversos setores, após a pandemia. O exemplo claro de que as coisas mudam, está na famosa ponte que não vai a lugar algum, semelhante uma que foi construida na década de 80 lá pelos lados do então distrito Rio Bananal, naquela época distrito de Linhares e hoje um próspero município.
Por acaso voce já ouviu falar na ponte de Choluteca, em Honduras? Ela tem 484m, foi construída em 1930 e reconstruída em 1996 com a melhor tecnologia disponível para aguentar até furacões. Pois bem, em 1998, Honduras foi atingida pelo Furacão Mitch. O país ficou devastado; a ponte praticamente ilesa.
O caso é que o furacão mudou a trajetória do rio e tornou a ponte completamente inútil…mais ou menos como os produtores de carroça quando surgiram os carros, os laboratórios de revelação fotográfica quando surgiu a foto digital ou os restaurantes sem serviço de delivery durante a quarentena.
O fato é que as mudanças sempre foram maiores e mais frequentes do que a maioria tem impressão e…por conta de transformações tecnológicas, demográficas, climáticas, sociais e de modelos de negócios, elas vêm se acelerando e vão continuar a se acelerar.
Se você espera que a vida e os negócios vão voltar ao normal, mesmo que um novo normal, estável, após a pandemia, é melhor começar a repensar.
Carlos Madureira