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Ministério Público denuncia 22 por participar de greve da PM

Rede Diario Es por Rede Diario Es
23 de junho de 2017
em Polícia
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Ministério Público denuncia 22 por participar de greve da PM
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lista aprovados exame de ordem1Policiais e familiares estão na lista, acusados de formação de organização criminosa, estão na lista atentado à segurança e ao funcionamento de serviços de utilidade pública

Através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES),  ofereceu denúncia contra 22 pessoas, dentre policiais e familiares, pela participação no movimento que paralisou as atividades da Polícia Militar, no mês de fevereiro deste ano (os nomes dos acusados no final da matéria).

Eles estão sendo acusados de crimes como formação de organização criminosa, atentado à segurança e ao funcionamento de serviços de utilidade pública, incitação pública à prática de crime, promoção de fuga de pessoa legalmente presa e desacato a funcionário público no exercício da função.

As apurações apontam a deflagração e a manutenção por tantos dias do ilegal movimento grevista da Polícia Militar apenas foi possível em razão da atuação coordenada de policiais militares (planejamento, incitação e segurança das manifestantes), representantes de algumas associações classistas (apoio jurídico e material, além da incitação à adesão ao movimento) e familiares de policiais (atuação articulada para promover e manter o bloqueio das unidades, sendo constituída, inclusive, uma comissão com representantes dos batalhões da Grande Vitória, que funcionava como um órgão gestor).

As investigações, realizadas com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, utilizaram materiais publicados nas redes sociais, interceptações das comunicações telefônicas e telemáticas, dados extraídos dos celulares apreendidos, redes de relacionamentos e contatos, fotografias e filmagens dos protestos e manifestações realizados, além de documentos apreendidos nos endereços residenciais dos investigados.

Em março, na primeira fase da operação “Protocolo Fantasma”, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 23 mandados de busca e apreensão e expedidas 17 notificações para depoimento. Foram presos preventivamente um policial militar, um ex-policial e duas mulheres. Posteriormente, foram presos temporariamente um policial militar e a esposa de um ex-policial militar. O policial repassou informações do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, permitindo que investigados ocultassem provas, enquanto a esposa do ex-policial ocultou o celular do cônjuge para apagar dados armazenados.

Os denunciados são:

Lucínio Castelo Assumção, conhecido como “Capitão Assumção”

Walter Matias Lopes, conhecido como “Matias”

Aurélio Robson Fonseca da silva, conhecido como “Robinho”

Marco Aurélio Gonçalves Batista

Nero Walker da Silva Soares

José Ricardo de Oliveira Silva

Leonardo Fernandes Nascimento

João Marcos Malta de Aguiar

Angela Souza Santos

Claudia Gonçalves Bispo

Flavia Roberta Arvellos Aguiar Pontes

Clayde Berger de Oliveira

Larissa Assunção da Silva

Jocilene Moreira Andrade

Bruna Santos Brioschi

Gilmara Silveira Rodrigues Vazzoler

Laís Soares Fernandes

Bianca da Cruz e Silva

Raquel Fernandes Soares Nunes

Tamires Severina da Silva

Débora Caroline Will

Izabella Renata Andrade Da Costa

Associações negam envolvimento na greve

Por meio de nota, o presidente da Assomes, tenente-coronel Rogério Fernandes Lima, afirmou que as associações de classe que representam os policiais militares não tiveram parte na greve de fevereiro. “A denúncia só confirma o que a entidade informou

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