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Além de todo crime ambiental que até agora não se tem um estudo sério se algum dia o rio voltará a se recuperar. Crédito: Wikipédia – Rompimento de barragem em Mariana – Criador Rogério Alves/TV Senado
Moradores do município de Revés de Belém em Minas Gerais, voltaram a denunciar o total abando da Mineradora Samarco na recuperação da bacia do Rio Doce, nesta última quarta-feira (19).
Uma comitiva formada por moradores, pescadores e agricultores que sofrem desde 2015 com o crime ambiental da mineradora, se juntaram e percorreram vários trechos da margem do Rio Doce e registram em fotos e vídeos, uma grade quantidade de minério de ferro em toda a margem do manancial.
A quantidade de matéria residual de minério e tão grande, que em vários pontos a margem do rio está totalmente escurecida pelo minério de ferro.
Seis anos de descaso
Considerado o maior crime ambiental da história do Brasil, o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, matou 19 pessoas, poluiu o Rio Doce, destruiu os vilarejos Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira e desde então, ninguém foi julgado, nenhuma casa foi entregue aos atingidos e a recuperação ambiental ainda não foi concluída.
O que tem se observado ao longo dos anos, é a diminuição dos trabalhos de análise das aguas e do solo das milhares de propriedades rurais atingidas, além de destruir por completo, o meio de vida e sustento de milhares de pescadores e suas famílias, que tinham como único meio de sustenho a pesca no rio.
Descaso da classe Politica
Mesmo depois de todos esses anos sem a mineradora e suas controladoras Vale e BHP, não tomar nenhuma atitude efetiva, e só desenvolver atividades paliativas, não é observado e nem uma escala da política capixaba ou mineira, seja por parte dos deputados estaduais e federais, nem dos governos dos Estados ou uma união de prefeitos e vereadores dos municípios atingidos, uma cobrança mais rigorosa ou até mesmo uma comissão mista para cobrar da mineradora uma solução eficaz para recuperação do rio.
Vidas destruídas
Além de todo crime ambiental que até agora não se tem um estudo sério se algum dia o rio voltará a se recuperar, o que se vê em torno de toda a bacia do Rio Doce, é um rastro de destruição de vidas, do emprego e renda, além do aumento considerável de doenças psicológicas na vilas dos ribeirinhos.
Nesta luta desigual entre a gigante mineradora e as humildes famílias que dependem do rio para viver, os anos vão se passando, o caso vai perdendo o foco, as famílias vão sofrendo com o descaso tanto por parte da justiça, pela mineradora e por parte da classe política que assiste tudo de braços cruzados.
Até quando?


