“Foi só um tiro, já vi gente com 10 tiros sobreviver. Mas minha filha não sobreviveu a um tiro e a 30 minutos de cirurgia”, lamenta a mãe”
Linhares – Passados cerca de 45 dias, após a morte da filha Emilly Martins Pereira, de 21 anos, a técnica de enfermagem Márcia Maria Martins carrega um semblante triste. Ela contou que a formatura da filha seria no próximo dia 23. A jovem teria a mesma profissão da mãe.
Com saudades da filha, Márcia cuida da cadela Suzy, que era de Emilly e ficou aos seus cuidados. A mãe afirma ainda que acredita que o crime foi premeditado pelo vizinho, Roberto Luis Pavani, que está preso acusado pelo duplo homicídio.
“Uma pessoa de bem, ele criou os filhos aqui, era um bom vizinho. De uns tempos para cá a vizinhança vinha reclamando, dizendo que ele estava agressivo, intolerante por causa de sons, de crianças. Eu não tinha visto antes, vi só agora, e da pior forma possível. Espero um júri popular, que ele venha e fique ali para pensar no que fez”, disse a mãe.
Ela ainda disse que a filha nunca tinha sofrido preconceito, então essa intolerância assusta. “Minha saúde está abalada depois do crime, até saí de um emprego, preciso cuidar de mim. Até a Suzy (a cachorra) ficou triste no início, não queria nem comer. Ela é uma lembrança da minha filha”, encerrou. Foto: Arquivo Pessoal

