O jornal impresso é o principal meio de comunicação da linguagem escrita (RABAÇA; BARBOSA, 1987) e sua circulação pode ser nacional, regional ou local. Apresenta apelo de massa, mas, como toda mídia, para ser lido, é restrito por não atingir a parcela analfabeta da população. A literatura afirma que o jornal tem vida curta, pois seu conteúdo deixa de ser atual em pouco tempo e, além disso, admite poucos leitores por exemplar. Também percebe o veículo como mídia seletiva porque se destina a informar, analisar e comentar os fatos para segmento específico da população (TAHARA, 1998).
Contrapondo-se à palavra oralizada, cuja recuperação depende de seu registro em algum suporte técnico (fita de áudio ou vídeo, por exemplo), a palavra escrita – do jornal, portanto – possui um caráter de testemunho, quando seu registro pode ser facilmente resgatado em qualquer tempo. Dentre os pontos positivos do veículo, diversos autores destacam: a elevada credibilidade propiciada por seu caráter documental, que resulta da conjugação da palavra escrita ao registro imagético; o apelo universal, que decorre do fato de atingir qualquer público-leitor; a ação rápida e intensa, que, se por um lado, estimula o receptor a adotar ações com maior presteza, por outro, dinamiza trabalhos no campo da comunicação já que uma peça criada hoje pode ser divulgada amanhã.
Além disso, afirmam que também permite o controle da mensagem à medida que a ação que se espera do receptor pode ser constatada com maior brevidade, viabilizando a tomada de providências capazes de corrigir ou melhorar o curso da comunicação. No conjunto de pontos negativos, os estudiosos do meio assinalam que, em geral, o jornal é lido apressada e descuidadamente, excetuando-se nos finais de semana e feriados; que seu principal produto – a informação, enquanto novidade, tem vida curta e que sua circulação é mais intensa ao nível regional. Entendemos que características particulares à linguagem jornalística devam ser não só do conhecimento das pessoas que elaboram matérias para a mídia, mas ainda das que se apropriam dela com alguma intenção específica.
Assim, as observações relacionadas a seguir podem facilitar trabalhos de diferentes grupos, dentre os quais se situam os professores que fazem uso da tecnologia em seus trabalhos de sala de aula. Vejamos: 9 9 9 9 9 o texto deve conter todos os elementos fundamentais à notícia e responder, portanto, as seis questões básicas da comunicação: quem? o quê? quando? onde? como? por quê?; as regras gramaticais devem ser obedecidas; a linguagem coloquial é de fácil leitura e atingir um público maior, daí porque o texto jornalístico deve ser simples, natural e espontâneo.
Além disso, as frases devem ser escritas em ordem direta e o uso de palavras e expressões deve ser o mais simplificado possível, bem como os tempos verbais; as rimas e palavras de mesma terminação devem ser evitadas e os cacófatos, excluídos; 9 9 9 o texto jornalístico deve ter ritmo e, assim, sua leitura em voz alta pode colaborar na identificação de frases e termos que não tenham boa sonoridade.
As construções frasais devem ser curtas e incorporar termos simples com o intuito de facilitar o processo comunicativo, que deve ser composto por palavras e expressões precisas, concisas, exatas, e, ainda, estar livre de repertório lingüístico sobrecarregado de adjetivações. A unidade de pensamento é aspecto que deve ser cuidadosamente apreciado porque assegura ao texto início, meio e fim.


