Por volta das 12h56, na fazenda Alto Santana, balneário de Regência, foi solicitada a presença policial militar, por Fernando P. de O., já que havia a denúncia de que algumas pessoas consideradas sem terra, estariam invadindo sua propriedade, arrancando e fazendo cercas, ateando fogo na vegetação nativa, protegida por lei e perturbando o sossego de sua família.
Assim que os militares chegaram ao local, foi feito contato com o solicitante que indicou o lugar onde os indivíduos estavam. Foram identificados: Nilson D. S. de 58 anos, Fábio dos S., Vitor Carlos da S. V. e Sergio R. da S. A. de 41 anos de idade e no momento da abordagem, estes estavam construindo uma cerca em um lote, momento em que a guarnição deu a ordem para pararem de fazer a cerca e arrancar as estacas que estavam sendo alocadas.
Ainda segundo o solicitante Fernando, momentos antes da guarnição chegar, ele teria tido uma discussão com o grupo que invadia seu terreno, sendo que foi ameaçado pelo grupo. Diante dos fatos, foram todos conduzidos para o DPJ de Linhares.
Caso semelhante no final do ano passado em Urussuquara
A Polícia Ambiental tem conhecimento da situação. “Infelizmente, devido a boatos de que havia terras devolutas na região de Urussuquara, começaram a chegar muitas pessoas invadindo, e delimitando terrenos, a fim de tomar posse irregularmente. Esses terrenos têm proprietários. Mesmo assim invadiram, e pior, começaram a desmatar”, afirmou no final do ano passado, uma autoridade que esteve no local quando de uma invasão.
Na época, a Polícia Ambiental afirmou ainda que já verificou as denúncias e registrara um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil. As autoridades que estiveram nos locais invadidos relataram a situação e encaminhou dados ao Ministério Público Estadual e Federal. Foi acrescentado que no final do mês de novembro de 2016, foram cumpridos três mandados de reintegração de posse. Na região de Regência, a polícia não confirmou crime ambiental, já que a área de restinga está preservada.
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) disse que está em contato com a Polícia Ambiental para intensificar a fiscalização nas áreas invadidas. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) aguarda a reintegração de posse e identificação dos possíveis infratores para adotar medidas cabíveis. Depois desses procedimentos, a área onde for identificado desmatamento ilegal, deverá ser embargada para recuperação. Apesar da informação da polícia naquele período, o Ministério Público Estadual afirmou que não teria sido comunicado oficialmente sobre o assunto.


