Vitória – Os números impressionam e desde o ano 2000, pelo menos 441 tentativas de suicídio foram registradas na Terceira Ponte. Noventa perderam a vida nesse período. Estes são dados de estatísticas oficiais, do próprio governo do Estado, que podem não totalizar todas as ocorrências.
Na segunda-feira (10), uma operação de resgate na Terceira Ponte interditou por oito horas os dois sentidos. A operação foi bem executada e uma vida foi salva. De acordo com a Agência de Regulação de Serviços Públicos (ARSP), somente neste ano, até o dia 05 deste mês, foram registradas pelo menos 48 pessoas que subiram a Terceira Ponte e atentaram contra a própria vida.
Somente em 2018, foram registradas 48 tentativas de suicídio na Terceira Ponte, com três mortes no período. Os dados são da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).
A Agência de Regulação de Serviços Públicos (ARSP) pode ter que apresentar uma planilha de orçamento dos custos de implantação da barreira de proteção na 3ª Ponte a Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa (ALES). O pedido é de autoria do deputado estadual Marcelo Santos (PDT).
De acordo com o diretor geral da Agência, Julio Castiglioni, o equipamento mais viável – grades compostas por hastes horizontais metálicas e cabos na posição vertical – será apresentado à sociedade para sua avaliação por 15 dias, a partir da próxima segunda-feira (17). “Esse conceito foi escolhido por ser mais econômico e manter, na medida do possível, a visualização do Convento da Penha e da Baía de Vitória”.
A medida foi uma das quatro formas de prevenção ao suicídio na via proposta pela Rodosol, empresa que administra a Terceira Ponte. A administradora chegou a propor a instalação de vidros por toda a ponte, mas, de acordo com Castiglioni, “a estrutura translúcida, não se mostrou viável, por condições financeiras e técnicas”.
Na avaliação apresentada pela Rodosol sobre o projeto, a projeção é de o dispositivo deva custar por volta de R$ 15 milhões. A obra será paga pelo Governo do Estado, pois por contrato a administradora não é obrigada a arcar com esse tipo de serviço. De acordo com a Arsp, a previsão é de que o dispositivo esteja instalado em 2019.


