Estado – O exame confirmatório sobre a Febre do Nilo, foi realizado recentemente pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará. Conforme Fiuza, em parceria com a Secretaria da Saúde, o Idaf realizou um trabalho de investigação epidemiológica nos municípios de São Matheus, Baixo Guandu, Nova Venécia e Boa Esperança. “Estamos acompanhando as propriedades, verificando novas ocorrências e realizando a vigilância em relação à mortalidade de aves silvestres.”
Aos criadores de cavalos de raça, Fiuza recomenda que os equinos de maior valor sejam recolhidos às baias a partir do entardecer, para reduzir o risco de que sejam picados pelo mosquito transmissor. “Como não há vacina, o manejo do plantel pode ajudar na prevenção”, disse.
No último dia 12, a Secretaria da Saúde reuniu médicos, enfermeiros e profissionais da saúde da região norte do Espírito Santo para discutir a doença, que é causada por um vírus. “O objetivo não foi alarmar, mas chamar a atenção da rede pública para essa nova doença que se manifesta na região”, disse a médica infectologista Theresa Cristina Cardoso da Silva, da Vigilância Epidemiológica. Segundo ela, humanos e equídeos não transmitem a doença entre si, é preciso que sejam picadas pelo mosquito transmissor.
Em pessoas, a Febre do Nilo pode se manifestar com sintomas similares aos da dengue, ou com a invasão do sistema nervoso central, causando meningite, encefalite, paralisias flácidas e Síndrome de Guillan-Barré. “É uma doença que se manifesta da mesma forma que outras enfermidades que causam alterações neurológicas, por isso pode confundir quem está na ponta atendendo o paciente”, explicou a infectologista.


