Segundo o presidente da Associação de Oficiais da PM, tenente-coronel Rogério Fernandes Lima, a expulsão de um presidente de uma entidade de classe acende um sinal de alerta
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Estado – O comando da Polícia Militar expulsou o primeiro presidente de uma associação da categoria por participação na greve realizada em fevereiro deste ano. Trata-se do soldado Maxson Luiz da Conceição, que preside a Associação Geral dos Militares do Espírito Santo (Agem). Pelo mesmo motivo ele chegou a ser preso em março, mas foi liberado pela Justiça.
De acordo com a conclusão da Corregedoria da PM, é de que, em tese, ele desrespeitou o regimento da corporação. Dentre os motivos destacados está o ato de “publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documentos ou assuntos que possam concorrer para o desprestígio da corporação ou firam a disciplina ou a segurança”. Também foi apontado que ele teve “conduta incompatível com os princípios da hierarquia, ética e valores militares”, é descrito no documento.
Logo após o movimento grevista, Maxson respondia a um Procedimento Administrativo Disciplinar por rito sumário (PAD-RO), destinado a policiais com menos de dez anos na PM. Foi esta investigação que culminou em sua expulsão. Contra ele ainda pesam investigações decorrentes de crimes militares, na área penal. Foi uma destas ações que resultou em sua prisão. Posteriormente ele foi liberado por outra decisão judicial.

