De acordo com a Fundação Renova, em Minas, o banco de desenvolvimento do estado fará aporte inicial de R$ 30 milhões
Vale do Rio Doce – Duramente prejudicados pelo rompimento da barragem da Samarco, na maior tragédia ambiental do país, os empresários dos municípios situados ao longo da bacia do Rio Doce terão, agora, quase dois anos após o acidente, uma linha de crédito no valor de R$ 40 milhões para auxiliar a recuperação dos seus negócios.
O fundo, lançado na terça-feira (3) em Mariana (MG), é uma parceria entre a Fundação Renova, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Denominado Desenvolve Rio Doce, a iniciativa vai oferecer aos empresários mineiros e do Espírito Santo das regiões afetadas pelo rompimento da barragem condições especiais de prazo e taxa de juros abaixo do mercado.
No Espírito Santo, o banco de fomento estadual fará um aporte inicial de R$ 10 milhões. A expectativa a é de que 500 empresas nos municípios de Linhares, Colatina, Marilândia e Baixo Guandu sejam beneficiadas com financiamento médio de R$ 20 mil.
“Nos dois estados, o retorno dos recursos, resultante da quitação das prestações, financiará novos empréstimos”, diz nota divulgada pela Fundação Renova. Ainda segundo a fundação, em Minas, as inscrições podem ser feitas pelo site do BDMG www.bdmg.mg.gov.br ou por meio de correspondente bancário.
O rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, no dia 5 de novembro de 2015, causou 19 mortes, além de contaminar a Bacia Hidrográfica do Rio Doce, destruir o distrito de Bento Rodrigues e comprometer o abastecimento de água e a produção de alimentos em diversos municípios da região. Os danos ambientais causados pelo desastre ainda estão sendo calculados. Na tragédia foram liberados no ambiente mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Agência Brasil – Foto Eco-Finanças.

