Segundo Majeski a compra de votos ‘corre solta’ no Espírito Santo. Alerta do deputado feito em Plenário nesta semana, reforça denúncias que circulam nos municípios
Estado – Mesmo com o risco de ter o registro da candidatura ou o diploma cassado, além de inelegibilidade por oito anos, significativo número de candidatos ainda utiliza velhas práticas eleitorais, entre elas a captação ilícita de votos, que fere ao artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). As punições se enquadram, também, na Lei da ficha Limpa.
O assunto foi tema de alerta feito esta semana da tribuna da Assembleia Legislativa pelo deputado Sergio Majeski (PSB). Segundo o parlamentar, basta a Justiça Eleitoral olhar para alguns municípios do interior, onde a compra de votos “corre solta”. A afirmação reforça as denúncias que circulam pelo Estado na atual campanha eleitoral.
De acordo com a denúncia, o mercado político registra indícios desses tipos em várias cidades do Espírito Santo, principalmente em Linhares, Vila Valério, Sooretama, Rio Bananal, Sooretama, Colatina, Serra, Governador Lindemberg, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Marilândia, Baixo Gandu, Guarapari, Marataízes, Atílio Vivácqua, Presidente Kennedy, Cachoeiro, Piúma, Itapemirim, Anchieta e Alfredo Chaves.
Pesquisa realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que o eleitor tem a percepção muito pequena de que a compra de votos é um crime. Por isso, muitos “enxergam com naturalidade oferecer o voto em troca de benefícios”.
Essa prática criminosa fere a democracia, na medida em que favorece o poderio econômico, individual ou de grupos, é complexa e de difícil comprovação, não apenas pelo envolvimento de ambas as partes, corrupto e corruptor, mas, também, pela falta de uma estrutura que possibilite a prevenção e uma investigação mais detalhada.


