O prefeito de Jaguaré e mais cinco servidores foram afastados dos cargos pelo prazo de 90 dias por determinação do Tribunal de Justiça do Estado. Eles estiveram sendo ouvidos no Fórum de Linhares
O prefeito Rogério Feitani está afastado do cargo por 90 dias
Ao deixar a Promotoria de Justiça de Linhares, no início da noite da última terça-feira (11), Rogério Feitani, disse que pretende recorrer à Justiça para voltar ao cargo.
Na quarta-feira (12), o advogado de Feitani, Ludgero Liberato, confirmou que pretende recorrer quanto ao afastamento do prefeito. Mas, antes, precisa ter acesso a todo o conteúdo da investigação.
Segundo ele, a defesa apresentará as medidas judiciais cabíveis tão logo tenha acesso à íntegra da investigação e das mídias da interceptação mencionada pelo Ministério Público. O prefeito reitera que não participou de qualquer irregularidade como esclarecerá no momento oportuno.
O MPES, desde junho do ano passado, investiga fraudes em licitações e em processo seletivo para contratação de servidores públicos no município de Jaguaré. Nesta terça (11), o órgão deflagrou a Operação Arremate, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva.
Dos 14 investigados foram conduzidos para o Ministério Público em Linhares e interrogados pelo procurador e pelos promotores de Justiça que conduzem as investigações, a maioria deles fez uso do direito ao silêncio, inclusive o prefeito Rogério Feitani que, segundo o órgão, se negou a colaborar com as investigações.
Além do prefeito, cinco servidores da Prefeitura de Jaguaré foram afastados pelo prazo de 90 dias por determinação do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Entre eles, está o irmão de Rogério Feitani, Rivelino Feitani, Secretário Municipal de Transportes.

