A solução extrajudicial de conflitos, independentemente da técnica empregada, não é isenta de poluição, com emissão de CO² na atmosfera, ainda que em menor grau
Aimorés – Foi dado o pontapé inicial para que os assistidos em soluções extrajudiciais na Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) poderão doar mudas de árvore que serão utilizadas no reflorestamento de uma área do município de Aymorés, em Minas Gerais. Banhada pelo Rio Doce, a área sofreu fortemente com o rompimento da barragem de Mariana, em 2015.
Com isso, os assistidos no Núcleo de Atendimento de Colatina poderão participar, mas o objetivo é ampliar para todo o Estado.
O “Projeto Solução Verde: Acorde. Plante!” é uma realização da DPES, em parceria com o Instituto Terra, uma organização sem fins lucrativos fundada em abril de 1998 e que atua na região do Vale do Rio Doce, entre Minas Gerais e o Espírito Santo, e tem também o apoio da Associação dos Defensores Públicos do Estado (Adepes).
Na prática, as partes que acordarem algum conflito por solução extrajudicial serão convidadas a fazer parte da iniciativa e se aceitarem, segundo o Defensor Público Rafael Delfino, idealizador do projeto, cada uma doará R$8. Cada muda custa R$16. Caso deseje, o próprio doador poderá fazer o plantio, coordenado pelo Instituto Terra. Inicialmente, as mudas serão plantadas na sede do Terra, a Fazenda Bulcão, em Aimorés.
De acordo com o Defensor Rafael Delfino, o “Solução Verde” vai ao encontro dos próprios valores de solução extrajudicial, que tem por finalidade co/responsabilizar as pessoas pela solução dos seus conflitos. Os assistidos assumem a responsabilidade de compensar os impactos ambientais que seu conflito e a própria solução que eles geraram.