Por Cibelle Bouças e Ivo Ribeiro
A assembleia geral de credores (AGC) da Samarco, que iniciou às 10h foi suspensa por 1h30 para credores analisarem aditivo ao plano de recuperação judicial apresentado pela Samarco.
A assembeleia ocorreu depois de três semanas de negociações, os credores financeiros — fundos de investimento internacionais que detêm títulos da mineradora — e a Samarco não chegaram a um acordo sobre o pagamento da dívida da empresa. O grupo de credores tem a receber R$ 26 bilhões. Vale e BHP, controladoras da Samarco, estão entre os credores listados no âmbito da recuperação judicial, com R$ 24 bilhões de créditos. Atualmente, a Samarco opera com 26% de sua capacidade de produção, o que significa 8 milhões de toneladas ao ano. O plano é de elevar para 60% a 62% a sua capacidade até 2026. Em 2029, voltaria a operar com 100%, ou seja, 30 milhões de toneladas.
O grupo de credores, que contratou Tito Martins para liderar de sua parte as negociações e elaborar um Plano Alternativo para a empresa, avalia que esses prazos são conservadores e podem ser antecipados.
O plano alternativo será apresentado à empresa e suas acionistas, visando “a construção de uma Nova Samarco, administrada de forma independente e sob a liderança Martins”, conforme comunicado dos credores.
O plano alternativo tem prazo de 30 dias, a partir da assembleia, para ser apresentado. O grupo informa que trabalha em ritmo acelerado na elaboração do plano.
Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico


