Em todo o país, a indenização deverá pressionar as contas em 7,17%
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) bateu o martelo nesta terça-feira (21) sobre uma conta de R$ 62,2 bilhões para pagamento de indenizações a transmissoras de energia e que deverá ser cobrada pelas contas de luz aos consumidores até 2025.
Em 2012, ao determinar a redução das contas de luz em 20%, a ex-presidente Dilma Rousseff renovou os contratos de geração e transmissão de energia reduzindo a receita dessas empresas.
No caso das transmissoras mais antigas, o governo reconheceu que parte dos investimentos não foi amortizada e, portanto, as empresas teriam direito a indenizações. Foi com base nessa premissa que muitas transmissoras decidiram aderir à proposta de renovação de contratos com receita menor.
Em todo o país, a indenização deverá pressionar as contas em 7,17%, mas isso não significa que a conta ficará 7,17% mais cara. O valor final do reajuste dependerá de outros fatores que interferem na tarifa e isso varia de acordo com cada distribuidora.
Apesar de cumprida pela agência, a decisão desagradou a todos os envolvidos: consumidores, transmissoras e até a própria diretoria da agência, que apresentou críticas à decisão do governo federal sobre como conduziu o processo.


