Por Rafael Moura
O deputado Danilo Bahiense (PL), presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política Sobre Drogas, cobrou a retomada do concurso para o cargo de Agente de Polícia Civil, que se arrasta há mais de 10 anos e que acarreta na queda no número de servidores.
A partir da indicação 2.793/2022, o parlamentar detalha que há necessidade de retomar o quanto antes o concurso.
“O instituto responsável pelo concurso foi afastado, em virtude de burlar o procedimento licitatório necessário para a contratação de fundação. Ou seja, é plena possível a contratação, seguindo os trâmites legais, de novo instituto para viabilizar o referido certame ou, na melhor das hipóteses, que se abra novo certame respeitando-se direitos de terceiros – eventuais candidatos inscritos naquele concurso”, alegou o deputado, em sua justificativa na indicação.
Em discurso realizado na segunda-feira, dia 2 de maio, na Assembleia Legislativa, Bahiense, que por mais de 30 anos atuou como delegado de polícia, elencou o tamanho do prejuízo com esse atraso no concurso.
“Vejam só. No quadro organizacional de 1990, estavam previstos 1.060 agentes de polícia civil, mas só temos 249. Temos 811 vagas, o que é lamentável. São profissionais que são importantíssimos e o Estado não pode negligenciar com relação a isso”, disse o parlamentar.
Bahiense disse que quando há falta de servidores, isso se reflete em fechamento de unidades policiais e outros tipos de redução de funcionamento dos locais da Polícia Civil. “Por isso, conclamamos ao governo para que dê prosseguimento com este concurso, porque é muito importante para a população capixaba. A Polícia Civil deveria ter 3.821 servidores, mas tem só 1.518 ativos”, finalizou.


