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3º Manifesto pelo Rio Doce em Colatina

Rede Diario Es por Rede Diario Es
3 de novembro de 2017
em Cidades
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3º Manifesto pelo Rio Doce em Colatina
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Este ano a marcha ganhou à adesão de 26 entidades, entre elas associações ambientalistas, comunitárias, empresariais e sindicatos e igrejas evangélicas

 

Colatina – Não podemos ficar indiferentes a catástrofe do Rio Doce, afirmou o bispo diocesano dom Joaquim Wladimir Lopes Dias ao convidar todas as pessoas a se vestir de preto e participar de uma caminhada de luta por justiça.

O 3º Manifesto em Favor do Rio Doce acontece neste sábado, 4 a partir das 8 h com saída no Bairro Lacê perto do Colégio Polivalente de São Silvano. Os manifestantes portando faixas e cartazes vão lembrar dois anos do choque social e econômico provocado pela tragédia da invasão da lama da Samarco em Colatina, noroeste do Espírito Santo.

O protesto atravessa a ponte Florentino Avidos. Termina no Cais da Beira Rio, informou o bispo dom Wlademir da Diocese de Colatina durante a coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 1º na sede da diocese que abrange 17 cidades do norte-noroeste capixaba.

«No cais será lido o manifesto contra o sofrimento causado pelo desastre de Mariana ao povo ao longo de quase 700 km do rompimento da barragem até a foz do Rio Doce. O movimento será repetido durante 10 anos. A tragédia não pode ser esquecida. O ato será simultâneo em Governador Valadares e Mariana e as roupas pretas significam o luto e morte sobre tudo o que acorreu”, diz Dom Wladimir. Ele garantiu que não bebe água tratada do Rio Doce.

Nas contas da Diocese de Colatina mais de um milhão de pessoas foram atingidas diretamente pela onda de lama de rejeitos de mineração na água do Rio Doce. A falta de um sistema de monitoramento independente sobre a qualidade da água do Rio Doce é uma das graves preocupações dos religiosos da organização do 3º Manifesto. É que pensa o pastor Rogério Alberto de Paula, líder da Associação de Pastores e Líderes de Igrejas Evangélicas de Colatina (Aplic).

“Não existe interesse que tenhamos acesso aos laudos da água do Rio Doce. O que sabemos é pela imprensa. Ainda não temos conhecimento de qual vai ser o efeito dessa lama na saúde das pessoas, sobretudo daquelas carentes que não podem comprar água mineral”, questionou o pastor Rogério.

Já o pastor Ezequias Alberto de Souza lembra que uma comunidade que deve ser atingida em cheio é a carcerária. “O sistema prisional colatinense conta com mais de 2 mil presos. Fazem uso direto da água encanada” destacou.

O coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) Heider José Boza destaca das mortes provocadas pelas ‘empresas criminosas, ainda sem punição, além da falta de soluções dos ribeirinhos pescadores e agricultores que tiveram suas vidas modificadas após o maior crime ambiental brasileiro. Tragédia de Mariana deixou 19 mortos. Fonte e foto: Nilo Tardin.

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