Rio Doce aumentou o volume de água com a chegada das chuvas na cabeceira do manancial em Minas Gerais
Linhares – No final do mês de setembro, os bancos de areia e uma vegetação rala sobre eles eram bastante visíveis no leito do Rio Doce, bem em frente ao cais do porto, no centro de Linhares.
Naquela ocasião, a régua do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) apontava apenas 22 centímetros acima do nível mínimo, registro considerado o menor, desde o início do ano.
Dois meses depois, e com o início das chuvas na cabeceira do principal manancial da região, a paisagem no leito do rio já é bastante diferente: bem mais volumoso e com as águas de uma cor alaranjada intensa, devido aos resíduos de minério de ferro que continuam a poluir o rio, desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
Ontem, a mesma régua do Saae já mostrava que o nível do rio subiu e atingiu a marca de 1,08 metro acima do nível mínimo. Por isso, a situação de possíveis enchentes no Baixo Rio Doce, principalmente na foz do manancial, entre os distritos de Povoação e Regência, já começa a ser monitorada pela Proteção de Defesa Civil Municipal.

O coordenador do órgão em Linhares, Antônio Carlos dos Santos, lembrou que a conta de alerta para inundação é de aproximadamente 3,5 metros, mas que a Defesa Civil já mantém um esquema especial de plantão e vistoria das áreas de risco.
Ele informou ainda que uma equipe está 24 horas de prontidão para atender a qualquer demanda da população. O morador pode acionar o plantão, através do telefone (27) 99983-5661.
“Sendo constatado algum risco geológico ou estrutural, o morador deve entrar em contato imediatamente com a Defesa Civil para uma avaliação técnica do local. Estamos de prontidão para atender possíveis ocorrências, visando minimizar os impactos causados por essas condições meteorológicas adversas”, disse o coordenador.
Antônio Carlos ressaltou que, em situações de emergência ou calamidade, a Defesa Civil atuará na retirada das pessoas da área atingida, proporcionando segurança e assistência necessária aos ribeirinhos. Texto e fotos – Wilton Junior.

