Reserva ambiental na Amazônia pede ajuda para não fechar as portas

Reserva ambiental na Amazônia pede ajuda para não fechar as portas


Reserva ambiental na Amazônia pede ajuda para não fechar as portas

Numa reserva ambiental de 17 hectares, criada às margens do Rio Amazonas, vivem cerca de 300 animais silvestres resgatados, que hoje, tem a reserva, como o único lar. É a Reserva Particular do Patrimônio Natural – Revecom, que há mais de 20 anos faz um lindo trabalho de proteção da fauna e flora amazônica.

Localizada na cidade de Santana, Amapá, hoje, a reserva ambiental Revecom vive uma grave crise financeira. O projeto, que sobrevive da colaboração da comunidade e do convênio da prefeitura de Santana, está sem dinheiro para sustentar o trabalho e corre o risco de fechar. Para ajudá-los, lançamos a vaquinha na VOAA. Clique aqui e contribua com a reserva.

A crise se deve aos atrasos de meses do convênio, resultando em dívidas mensais de salário dos funcionários, custos médicos e alimentícios dos animais, além da conservação do espaço, contas de água e energia, documentação dos animais e do espaço, e muito mais, somando tudo, a dívida chega a mais de 30 mil reais.

“Sim, há mais de 20 anos eu criei isso por amor. Uma forma de pensar a vida. Numa visão noaica. Por um mundo melhor, mais altruísta e sustentável. Precisamos respeitar e entender a importância da prestação de serviços ambientais”, desabafou Paulo.

Lar de animais que não podem mais ser reinseridos à natureza e precisa de sua ajuda

A cada passo que o visitante dá no local, existe um animal e com ele, uma história sofrida, fruto da crueldade humana. Conhecemos a corujinha da espécie Murucututu. Desde 2008, ela vive na reserva, pois, enquanto voava à noite, se enroscou numa linha com cerol e teve suas garras machucadas e amputadas.

Contribuindo com a vaquinha, vocês estará ajudando os animais que precisam da Reserva. Clique aqui e contribua.

“Como é uma ave noturna, enroscou-se numa linha com cerol, que cortou fundo os tecidos moles das garras, com necrose e exposição óssea. Teve as garras afetadas amputadas. Não pode caçar mais por ser uma ave de rapina”, explicou Paulo.

Corujinha da espécie Murucututu na Reserva Ambiental
Corujinha da espécie Murucututu perdeu suas garras ao se enroscar numa linha com cerol e, hoje, vive na Reserva Ambiental. Foto: Arquivo Pessoal

Tem a Preguicinha, ela ficou órfã depois que caçadores mataram a sua mãezinha. Hoje, ela depende da reserva até conseguir aprender a ser independente.

Contribuindo com a vaquinha, vocês estará ajudando os animais que precisam e vivem na Reserva. Clique aqui e contribua com a vaquinha.

homem carregando filhote de bicho-preguiça
Filhote de bicho-preguiça ficou órfão depois que caçadores mataram a mãe e ATUALMENTE vive na Reserva Ambiental até conquistar a independência. Foto: Arquivo Pessoal

A história da onça pintada Miau, que viveu 17 anos na reserva

Por conta de um linfoma (câncer no sistema linfático), a reserva perdeu, no começo deste ano, a onça pintada Miau, que foi resgata das mãos de caçadores quando ainda era bebezinha. Miau se tornou em símbolo da luta pELA preservação de animais em seu ambiente natural. Em sua homenagem, a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente (Prodemac), através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), criou um livro ilustrado tornando a onça o personagem principal.

 

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onça-pintada Miau na reserva amabiental na Amazônia
A onça-pintada Miau foi resgata ainda filhote das mãos de caçadores e viveu lindos anos na Reserva Ambiental. Foto: Arquivo Pessoal

Dócil e brincalhona, ela chamava atenção pela sua história, beleza, e porte elegante de maior felino da América Latina, e que podia ser vista de perto e servir de exemplo para os visitantes.

guarda florestal segura a filhote de onça-pintada Miau que viveu 17 anos na reserva ambiental
A onça-pintada Miau foi resgata das mãos de caçadores ainda filhote e viveu 17 anos na Reserva Ambiental. Foto: Arquivo Pessoal

A história da reserva ambiental Revecom e a crise financeira

O médico pediatra e ambientalista Paulo Amorim transformou sua área particular de 17 hectares em reserva, em 1998, investindo recursos próprios no ambiente que hoje é um paraíso para animais em perigo.

A reserva Revecom, que já serviu de refúgio e hospedagem para animais resgatados pelo BA/AP (Batalhão Ambiental da Policia Militar do Amapá), e que já recebeu dezenas de visitantes por mês, hoje, passa por crises financeiras constantes, atualmente não abriga mais animais do Batalhão, e há 8 anos está sem investimentos do Governo do Estado e empresários.

“Gostaria muito que se sensibilizassem com a causa, que não é somente dos animais, e sim da humanidade”, disse.

ambientalista Paulo Amorim acariciando uma anta em sua reserva ambiental na Amazônia
O médico pediatra e ambientalista Paulo Amorim transformou sua área particular de 17 hectares em reserva ambiental. Foto: Arquivo Pessoal

Vamos fazer a nossa parte? Vamos ajudar esse lugar que faz o lindo trabalho de preservar a nossa Amazônia? Clique aqui e contribua.

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