O tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, que era chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no Ciodes foi liberado
Os quatro policiais militares acusados de liderar e incentivar o movimento grevista que paralisou a PM por 20 dias no Estado deixaram a prisão. Entre eles está o tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, que era chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no Ciodes, está sob regime de menagem, termo do Código de Processo Penal Militar para designar a prisão domiciliar.
Foresti estava preso no Quartel do Comando-Geral em Vitória. Em uma postagem no perfil do tenente-coronel, feita neste sábado (06), e escrita por uma pessoa identificada como filho do militar, diz que Foresti está feliz em estar com a família e que vai cumprir todas as exigências da Justiça Militar Estadual. A publicação ainda fala que o tenente-coronel está se recuperando aos poucos. O tenente-coronel, durante a paralisação da PM, foi hospitalizado após ter uma crise nervosa.
Também a pedido da Justiça, também deixaram o presídio do Quartel o sargento Aurélio Robson Fonseca da Silva, que teve a prisão revogada, e o soldado Leonardo Fernando Nascimento. O capitão Evandro Guimarães, acusado de estimular o movimento, deixou a prisão no 2° Batalhão, em Nova Venécia.
O tenente-coronel Foresti já é réu em um processo onde é acusado de incitar a desobediência, a indisciplina e a prática de crime militar, além de fazer críticas contra disciplina e a seus superiores, crimes previstos no Código Penal Militar.
Considerado como um dos principais articulares do movimento grevista, o soldado Leonardo está em liberdade provisória, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar. Quanto ao sargento Aurélio é suspeito de ter convocado policiais nas redes sociais para atuarem na segurança das mulheres que realizam o bloqueio das unidades da PM.


