Na foto, Carlos Alberto Teixeira pescador de 46 anos, que desde os 13 vive em Regência é uma das vítimas da tragédia da Samarco. Ele deveria estar entre os reconhecidos pela empresa como impactados pelo rompimento de Mariana
Até agora não se tem notícia do cadastramento das famílias impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco/Vale-BHP ao norte da foz do Rio Doce. “O prazo se esgotou e ligamos para a Renova e o Eric nos disse que até agora não houve nenhuma ordem para visitar as comunidades reconhecidas ao norte da Foz”, afirma a pescadora Eliane Balke, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e membro da coordenação ampliada do Fórum Norte da Foz do Rio Doce.
Mesmo tendo sido atingidas pela lama de rejeitos a partir do dia 20 de novembro – quando ela alcançou o mar, depois de degradar todo o vale do Rio Doce a partir da cidade mineira de Mariana – quase duas dezenas de comunidades, localizadas nos municípios de Serra, Aracruz, Linhares e São Mateus, somente foram reconhecidas como atingidas dezessete meses depois.
Foi na reunião do dia 31 de março do Comitê Inteferderativo (CIF), realizada em Belo Horizonte, quando a presidenta do CIF, Suely Mara Vaz Guimarães Araújo, assinou a Deliberação nº 58, em que são elencadas as comunidades reconhecidas como impactadas, destacando-se: Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova do Sul, Barra Nova do Norte, Nativo, Fazenda Ponta, São Miguel, Gameleira e Ferrugem, em São Mateus; Pontal do Ipiranga, Linhares, Barra Seca, Regência, Povoação e Degredo, em Linhares; Portal de Santa Cruz, Itaparica, Santa Cruz, Mar Azul, Vila do Riacho, Rio Preto e Barra do Sahy e Barra do Riacho, em Aracruz; e Nova Almeida, na Serra.



