Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (20), a Diocese de Colatina, que acompanha a tramitação dos processos relacionados à Samarco Mineração e a contaminação provocada pela empresa ao longo do Rio Doce no Espírito Santo, orientou que nenhum acordo seja assinado direto com a empresa.
O setor da igreja católica em Colatina passou a seguir o caminho judicial desde dezembro do ano passado para saber a resolução das ações judiciais e indenizações a toda a população das cidades capixabas banhadas pelo rio, e que foi atingida pelo crime socioambiental provocado pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério da Samarco.
“A decisão da Justiça Estadual é definitiva e servirá de base para o julgamento de outros processos dessa mesma natureza já protocolados e também para as futuras ações judiciais que, por certo, serão propostas. (…) Há uma grande diferença entre receber a indenização pela via judiciária ou buscá-la diretamente da Fundação Renova. Na Justiça, o interessado está sendo indenizado apenas pelos danos morais sofridos em razão da suspensão do fornecimento de cinco dias de água potável (novembro/dezembro de 2015).
Enquanto que, no Termo assinado com a Renova/Samarco, o atingido dá plena, geral, irrestrita, irrevogável, irrenunciável e irretratável quitação. Ou seja, não se pode mais reivindicar qualquer outro tipo de indenização, como, por exemplo, as despesas médicas/hospitalares para tratamento de doenças provocadas pelo consumo da água contaminada do Rio Doce, caso aconteça”, disse a Diocese por meio do comunicado.


