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 Erick Musso recua para terceiro mandato

Rede Diario Es por Rede Diario Es
5 de dezembro de 2019
em Política
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 Erick Musso recua para terceiro mandato
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greyO jovem deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Erick Musso (Republicano), não cansa de surpreender. E todos os movimentos giram em torno de um objetivo: concorrer ao Governo do Estado em 2022, enfrentando o experiente governador Renato Casagrande (PSB). Embora até lá tenha uma eleição no meio, os sinais vão ficar cada dia mais claros.

O recuo, anulando a eleição que ele convocou às pressas no dia 27 de novembro – dois dias após aprovação da PEC que antecipou em quase dois anos a eleição da mesa diretora da Ales para o biênio 2021-2023. Uma decisão encontrada por Musso para não sair como derrotado: preferível voltar atrás do que ser determinado pela Justiça, já que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) e o deputado Fabrício Gandini (Cidadania) acionaram o Poder Judiciário. A ação da OAB-ES ainda não foi julgada nem teve decisão liminar (provisória), mas a Ales tem até segunda-feira (9) para se manifestar, pois a entidade não pretende desistir.

E tem mais, a eleição não foi bem aceita por diversos setores da sociedade. A Igreja católica estava pronta para se manifestar contra, assim como fizeram a ONG Transparência Capixaba, OAB-ES e outras instituições, bem como outras autoridades políticas capixabas. Em sua rede social, a ONG emitiu nota, colocando em cheque o compromisso de Erick Musso com a transparência e ética que tanto preza. “É dever do parlamentar zelar pelo interesse público, que não está sendo observado sob nenhum aspecto nesse episódio lamentável de demonstração de personalismo, numa instituição que tem como compromisso assumido ser a casa de ressonância do povo”.

greyCom relação ao governo, tanto o Palácio Anchieta quanto pessoas ligadas ao próprio presidente do Legislativo estadual garantem: não houve uma nova tentativa do governador Renato Casagrande. A tratativa dos dois sobre o assunto aconteceu no dia 26 de novembro, em reunião que contou com dois deputados – incluindo o destituído líder do governo, Enivaldo dos Anjos – Roberto Carneiro e secretários, como Davi Diniz da Casa Civil. Na ocasião os dois chegaram a um consenso: antecipar o pleito sim, mas para ano que vem. Erick queria fevereiro, Casagrande pediu em agosto.

Após ser advertido por membros do Judiciário que a situação teria que ser revertida, por bem ou por mal, Erick Musso convocou 22 deputados para um reunião nesta quarta em seu gabinete, sem a presença de assessores. Ponderou a imagem e o risco dos projetos políticos de cada um deles – e do grupo há candidatos às prefeituras em 2020. E, no caso dele, em 2022. Convenceu e divulgou a carta de renúncia. E um detalhe: o futuro presidente do TJES, desembargador Ronaldo Gonçalves, foi sorteado como relator da ação movida por Gandini.

Ouviu que um grupo de 16 que “vamos para o pau”, tentando manter a eleição. Mas insistiu com a reflexão de que “é melhor recuar para não sairmos derrotados. Aí fica feio para nós”, e o recuo foi anunciado. Vale ressaltar que a chapa do presidente foi reeleita com os votos de 24, mas Coronel Quintino e o novo líder do Governo, Freitas, não foram convidados para a reunião. Também não foram convidados os cinco que não votaram contra (Sergio Majeski, Iriny Lopes, Fabricio Gandini, Dary Pagung e Luciano Machado). Theodorico Ferraço não estava na sessão de eleição e preferiu continuar sem envolvimento na situação – ele foi ausente na eleição e não quis participar da reunião.

E, para concluir, por hora, a PEC da Antecipação está mantida, e deve gerar muito debate nos bastidores da política capixaba. E, segundo aliados de Erick Musso, ele não vai prejudicar a governabilidade do Governo Casagrande, mas há mais coisas desalinhadas entre eles politicamente.

 

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