Segundo a Semad, a barragem ”tinha estabilidade garantida pelo auditor, conforme laudo elaborado em agosto de 2018”
A barragem de contenção da Barragem da Mina Feijão, no Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que rompeu na tarde desta sexta-feira, não recebia rejeitos desde 2014. Além disso, dona do empreendimento conseguiu o licenciamento para reaproveitamento de rejeitos da barragem rompida há um mês. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
Ainda segundo a Semad, a barragem “tinha estabilidade garantida pelo auditor, conforme laudo elaborado em agosto de 2018”. Por meio da nota, a secretaria informou que “as causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo Governo de Minas”. A pasta diz que foi comunicada do acidente as 13h37min, por meio do gerente de Segurança e Emergências Ambientais da Vale.
A pasta informa que a mineradora recebeu a licença para o reaproveitamento dos rejeitos na barragem no final de 2018. “O empreendimento, e também a barragem, estão devidamente licenciados, sendo que, em dezembro de 2018, obteve licença para o reaproveitamento dos rejeitos dispostos na barragem e para seu descomissionamento (encerramento de atividades)”, diz a pasta.
O Corpo de Bombeiros confirmou na tarde desta sexta-feira que pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas depois da tragédia na Barragem 1 da Mina Feijão.

