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Cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Rede Diario Es por Rede Diario Es
28 de agosto de 2018
em Brasil
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Cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão
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cigarro-doencasO dia 29 de agosto é conhecido no Brasil como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. Entre eles está o câncer, já que o tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo. Além disso, o hábito de fumar aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.

Apesar de esses dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá somar 31.270 novos casos de tumores pulmonares em 2018.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a primeira maior causa de morte evitável no mundo. O cigarro também é prejudicial para quem convive com o fumante, sendo que o fumo passivo é a terceira maior causa de morte evitável. Além de possuir mais de 4.000 produtos químicos, sendo 60 deles já identificados como cancerígenos, o tabaco pode causar inúmeros outros tipos de doenças, como as cardiovasculares (infarto, angina) e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).

A médica Juliana Alvarenga, oncologista clínica do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), unidade capixaba do Grupo Oncoclínicas, destaca que existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes.

Juliana ressalta que o câncer de pulmão é uma doença silenciosa em suas fases iniciais. “Quando surgem os sintomas, como tosse, falta de ar e catarro com sangue, a doença já está em estágio avançado e, muitas vezes, não há mais potencial de cura. Dentre todos os tipos de câncer, o de pulmão é o que mais mata e tem perfil agressivo”, explica a oncologista.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

E se eu parar de fumar?

A oncologista do Cecon alerta que parar de fumar é a principal forma de evitar a doença, já que qualquer contato com o cigarro é nocivo. Para isso, é importante procurar ajuda já que as substancias presentes no cigarro causam dependência, assim como ocorre com as drogas. “Existem programas na rede pública com equipes multidisciplinares que dão o suporte necessário a quem deseja largar o vício”, informa Juliana Alvarenga.

Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários destes produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a especialista do Cecon, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Para mais informações, acesse www.eseeuparardefumar.com.br.

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