Região – Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), denunciou à justiça 11 pessoas investigadas nas duas fases da Operação Mestre Oculto, que apura um esquema criminoso para obtenção de diplomas de curso superior, visando especialmente à nomeação em cargos públicos. Quatro dos envolvidos estão presos nas penitenciárias de Colatina e de Linhares e dois continuam foragidos.
Segundo o MPES, os denunciados são: Rayza Cazelli Tom, Rosana Valente Zampieri de Castro Alves, Maria Lúcia Ferreguetti Gava, Maria das Graças Lopes Gava, Vitório Aloizio Thomasi e Anália Ribeiro Santana de Souza (todos presos); Everaldo Tom dos Santos e Marinete Assis Cazelli Tom estão foragidos. Os outros envolvidos são Victor Côvre, Stefany Ferreguetti Gava e Marcelo Loureiro Ucelli. A denúncia foi protocolada na semana passada.
O MPES, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte) e da Promotoria de Justiça de Rio Bananal, argumenta que os denunciados se associaram para cometerem crimes sistemáticos de estelionato, falsidade ideológica e contra o consumidor, mantendo diversas pessoas em erro. Eles prometiam a entrega de diplomas de graduação, pós-graduação e cursos livres a professores, sem a necessidade de comparecimento às aulas presencias em faculdades diversas, inclusive de outros Estados, como Minas Gerais.
De acordo com o MPES, a associação criminosa foi descoberta após trabalho da Controladoria do Município de Rio Bananal. Ao analisar documentos de graduação, pós-graduação e certificados, apresentados por candidatos a vagas de professores, ficou constatada incongruência em relação ao local das aulas, os cursos e o local de residência e trabalho dos respectivos profissionais. A partir dessas informações, as investigações foram aprofundadas.
Esquema
De acordo com as investigações, Everaldo, Marinete, Rayza e Victor (mãe, pai, filha e genro, respectivamente), constituíram duas faculdades: a IAPE (Gestão, Consultoria, Assessoria e Planejamento Educacional Ltda Me) e a Faculdade de Pinheiros (FAP), para comandarem a venda de diplomas e certificados, sem que os alunos participassem efetivamente das aulas.
Os quatro são considerados os cabeças do esquema criminoso, e teriam se associado para cometer crimes sistemáticos de estelionato, falsidade ideológica e contra o consumidor, durante vários anos.
A apuração mostra que Rosana Valente Zampieri de Castro Alves, considera uma intermediária, criou o Instituto Capixaba de Educação Ltda (ICEL). Já Vitório, Maria Lúcia, Stefany e Marcelo, criaram o Instituto École, sendo os fornecedores diretos de alunos ao IAPE e à FAP.

