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Sindipol constada que é muito precária situação da Polícia Civil em Jaguaré

Rede Diario Es por Rede Diario Es
13 de abril de 2018
em Polícia
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Sindipol constada que é muito precária situação da Polícia Civil em Jaguaré
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3Jaguaré – A morte do professor e ex-secretário de Educação de Jaguaré, Marcos Túlio Pariz, por crime de latrocínio, é um caso extremo que revela a precariedade da segurança pública no município. A avaliação foi feita pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) em inspeção sindical realizada nessa terça-feira (10), data da prisão dos quatro envolvidos no crime.

“A delegacia de polícia de Jaguaré é mais uma a sofrer com a falta de efetivo no Estado”, afirma o Sindicato. Em 2017, informa o Sindipol/ES, a unidade policial de Jaguaré registrou um alto número de homicídios, 31, além de cerca de 2.300 ocorrências, e, atualmente, existem 500 inquéritos em tramitação.

Com uma população de 29.642 pessoas, calcula a entidade, Jaguaré conta com um efetivo de apenas quatro policiais civis, ou seja: um policial é responsável por atender as demandas de aproximadamente 7.410 habitantes.

“É lamentável. Em todo Espírito Santo a categoria e a sociedade sofrem com o baixo efetivo. Hoje temos apenas 2.200 policiais civis para atender as demandas de todo Estado. Não está fácil, os profissionais estão se desdobrando, mas se não houver investimentos, a sociedade vai ficar cada vez mais refém da criminalidade”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, Humberto Mileip.

Além da falta de pessoal, a delegacia de Jaguaré não tem sequer uma viatura caracterizada. Os dois veículos disponíveis são descaracterizados, por isso os presos são levados no banco de trás, e a única segurança para os policiais são as algemas. Outro problema evidenciado na inspeção é a falta de materiais de escritório, que chegam sempre com atraso. Século Diário. Foto Sindipol.

 

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