Linhares – O delegado chefe da Décima Sexta Delegacia Regional da Polícia Civil em Linhares, André Jaretta, participou da reunião ordinária mensal do Conselho Interativo de Segurança Pública de Linhares (Consel), recentemente, para mostrar a estrutura atual da PC na região.
Destacou o esforço da equipe para atender à população por causa do número pequeno de policiais. A regional reúne seis delegacias especializadas, o Plantão 24 Horas e ainda as delegacias de Rio Bananal e Sooretama. As delegacias são as seguintes: Crimes Contra A Vida (DCCV), Tóxicos e Entorpecentes (DETEN), Repressão e Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP), Infrações Penais Outras (DIPO), Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), e Proteção à Criança, ao Adolescente ao Idoso (DPCAI).
O delegado Jaretta enalteceu a parceria com a Polícia Militar para a realização de diversas operações de apreensão de armas e drogas. “Com isso, retiramos de circulação lideranças do tráfico em diversos pontos da região e evitamos homicídios futuros”, disse. Apesar das dificuldades, a polícia civil conseguiu esclarecer 90% dos homicídios registrados em 2017.
Durante a exposição, Jaretta revelou que não há policiais exclusivos na Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DETEN). A investigação é feita pelo delegado e por policiais da Delegacia de Crimes Contra a Vida.
egundo a polícia, 75% das ocorrências relacionadas a homicídios e tentativas de morte possuem relação direta com o tráfico de drogas. Estima-se, ainda, que cerca de 40% das ocorrências de furto ou roubo estejam relacionados também com o comércio de drogas. Em 2017, os agressores confessaram ter feito o uso de drogas ilícitas em pelo menos 30% das prisões em flagrante por violência doméstica. É atribuído também ao tráfico de drogas um percentual considerável dos acidentes de trânsito e porte ilegal de armas.
Drogas
O delegado André Jaretta disse que as investigações levam à informação do alto índice de drogas no município, inclusive com o recrutamento de menores de idade para o crime. Por isso, é necessária uma repressão qualificada. Daí, a necessidade de mais policiais. Jaretta reforçou o pensamento de que é importante o esforço político para que mais profissionais sejam destacados para Linhares.
Na Delegacia de Repressão e Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP), há um delegado, um escrivão e mais três policiais para um atendimento médio diário de oito ocorrências. Em 2017, foram feitos 2. 922 registros entre roubos, furtos e estelionatos. Segundo o delegado, é importante que as pessoas façam a ocorrência policial porque muitas vezes a polícia recupera o fruto do roubo e não sabe a quem devolver.
A Delegacia de Infrações Penais Outras (DIPO) conta somente com um policial. É a que cuida do porte ilegal de armas de fogo, crimes no trânsito, homicídio culposo, lesões corporais com intenção não incluídas na Lei Maria da Penha, crimes contra a administração e outros apoios policiais. Ano passado, foram 2.129 ocorrências, uma média de seis por dia.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), tem, atualmente, uma delegada, uma escrivã e outros três policiais. A média de ocorrências passa de quatro por dia. Essa delegacia acumula os trabalhos da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente ao Idoso (DPCAI), que não tem policiais.
O Plantão 24 Horas trabalha com quatro delegados, quatro escrivães e outros oito policiais. São quatro equipes formadas por um delegado, um escrivão e dois policiais, cada uma delas. Em 2017, a média de ocorrências registradas diariamente pela Polícia Civil na região chegou a 65 casos. O plantão ainda cuida da liberação de cadáveres por morte violenta em todo o norte do Estado.
A Regional ainda é responsável pela delegacia de Sooretama, que dispõe de um delegado, um escrivão e mais três policiais, e Rio Bananal, cuja delegacia conta com somente um policial.
A Polícia Militar também trabalha com uma tropa cada vez menor. Hoje, são cerca de 290 policiais para atender Linhares, Rio Bananal e Sooretama. Em 2010, eram 333 homens.
O presidente do Conselho Interativo de Segurança Pública de Linhares (Consel), Márcio Roney Santos Correia, afirmou que já foi diversas vezes à Secretaria Estadual de Segurança Pública solicitar ao secretário André Garcia o aumento no efetivo policial para a região. Nunca houve resposta positiva.

