Linhares – Diversas famílias estão desalojadas nos municípios de Sooretama e Linhares, em decorrência da cheia da Lagoa Juparanã. O volume dos rios que alimentam a lagoa subiu por causa das chuvas e ficou mais grave depois da barragem construída pela Samarco, no Rio Pequeno, o que impede o escoamento de água.
A Fundação Renova, responsável por administrar os prejuízos causados pela Samarco com o rompimento da barragem de Mariana, já está fazendo um canal no lugar da barragem, mas o prazo de 25 dias para as obras serem concluídas, não está agradando quem se encontra com a casa sob as águas da cheia.
Segundo a Defesa Civil de Linhares, a última informação era de que o nível da lagoa estava subindo 2 centímetros por dia, mas o coordenador Antônio Carlos dos Santos suspeita que seja ainda mais, tanto que moradores da rua Boa Vista nas proximidades da sede do Rotary Club, praticamente no centro da cidade, acompanham o crescimento do nível das águas, que já invadiram a via.
“Talvez tenha até aumentado mais agora por causa dessas chuvas na cabeceira e parece que o volume de água do Rio São José aumentou bastante também. Se for isso mesmo, deve estar aumentando até mais de 2 centímetros por dia”, disse.
Duas famílias estão desalojadas em Linhares e três estão sendo monitoradas. A Defesa Civil disse que essas pessoas vão receber o benefício do Aluguel Social, mas que vai responsabilizar a Samarco pelo pagamento.
Ainda de acordo com o coordenador da Defesa Civil, Antônio Carlos dos Santos: “O município, em momento algum, vai se eximir de sua responsabilidade, que é retirar essas famílias, levar para o Aluguel Social ou para a casa de parentes, disponibilizar veículos para levar essas famílias. Mas a responsabilidade de arcar com esses custos é toda da Renova”, afirmou.

