Sooretama – A água da Lagoa Juparanã está invadindo casas e deixando famílias desalojadas no Patrimônio da Lagoa, interior de Sooretama. Como está bem acima do nível normal, a água inviabiliza a pesca e a prática esportiva, já que alagou a área de lazer da localidade, que conta com cerca de 600 moradores. Na tarde de quinta-feira (15) havia quatro famílias desalojadas.
O vendedor Yago Santos Lima teve de sair de casa com a esposa e a filha. “Não teve jeito. A água invadiu a nossa casa e tivemos que retirar os móveis para não perdê-los”, disse. A aposentada Lailza Venâncio também vive um drama: “Durmo com medo, pois a água está dentro de uma das duas casas que tenho no quintal”.
Preocupado com a situação, o presidente da Câmara de Sooretama, Madim Rigato (Podemos), diz que o problema é provocado pela barragem construída no Rio Pequeno, em Linhares, e exige providências da Fundação Renova, instituição que tem a finalidade de reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG), em novembro de 2015.
Na quinta-feira (15), Madim Rigato, a secretária de Meio Ambiente de Sooretama, Dolores Colle, o coordenador da Defesa Civil, Antônio Ângelo Mai, o vereador de Linhares, Rogerinho do Gás (PRP) e bombeiros se reuniram com representantes da Fundação Renova. No encontro, Madim pediu para que seja feita uma comporta na barragem construída no Rio Pequeno, para dar vazão à água da Lagoa Juparanã. Ele informou que a Renova vai analisar o pleito e dar um parecer técnico dentro de 90 dias.
À tarde, o grupo foi até o Patrimônio da Lagoa para conversar com os moradores e acompanhar de perto da situação. “É um absurdo o que está acontecendo. A água da lagoa está parada, com lodo, e pode estar poluída pelos rejeitos de minério da Samarco que vieram para a região após o rompimento da barragem de Fundão”, frisa Madim. Texto e fotos: Daniel Porto

