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Padrasto acusado de estuprar enteada é preso e condenado a 22 anos

Rede Diario Es por Rede Diario Es
22 de novembro de 2017
em Polícia
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Padrasto acusado de estuprar enteada é preso e condenado a 22 anos
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padrasto pedofiloUm porteiro de 39 anos foi condenado a mais de 22 anos de prisão em regime fechado por estuprar a enteada, à época com 10 anos. O caso aconteceu durante dois anos, de 2012 a 2014, em Vitória. O acusado foi preso nesta terça-feira (21), no local de trabalho, em Itaparica, Vila Velha. Ele respondia ao processo em liberdade.

Segundo o titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, o porteiro esperava a esposa, uma auxiliar de serviços gerais de 39 anos, ir trabalhar, pedia aos outros dois filhos dela, de 8 e 11 anos, que saíssem para comprar algo e agia. Para garantir que não seria descoberto, o homem se certificava que as janelas estavam fechadas para estuprar a enteada no banheiro ou quarto do casal, localizada em um bairro de Vitória.

“Essa vítima vinha sendo abusada sexualmente desde 2012 pelo próprio padrasto. Ele trabalhava por escala, num regime de 12×36, e no momento em que a mãe não estava em casa e ela no período escolar, praticava esse abuso. Se utilizava de algumas desculpas pra fazer com que os irmãos não estivessem em casa”.

O delegado disse que a menina sofria ameaças constantes do abusador. Mas ao perceber que os irmãos também estavam se tornando vítimas, pois passaram a apanhar do padrasto, ela contou o que acontecia para a mãe, que procurou a DPCA em julho de 2014. “Ela não aceitou mais essa condição e disse que já que isso acontecia ela tomaria a providência de contar a mãe para que investigação fosse iniciada. O Inquérito Policial foi instaurado, concluído e esse autor indiciado e agora condenado há mais de 22 anos de cadeia por abusar da própria enteada”.

padrasto pedofilo1Pazolini disse que contra o porteiro existe uma acusação da Lei Maria da Penha, por bater na esposa. Com carteira assinada e atividade lícita, se passava por alguém acima de qualquer suspeita. Ele negou as acusações, e disse que a mãe da vítima o denunciou por ambição.

“Infelizmente ela não tem provas sobre isso. Teria que ter vídeos e fotos. Como a justiça condenada alguém assim? Ela tentou vender minha casa e armou sobre isso pra mim e estou sendo preso por isso? Me coloca como estuprador sendo que não devo nada? Ela sabia que eu tinha seguro de R$ 7 mil, queria que eu vendesse a casa”.

O acusado foi encaminhado ao Presidio Estadual V de Vila Velha (PEVV 5).

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Porteiro abusou de enteada por dois anos, em Vitória

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