Linhares – Um resgate da regionalidade através de temas ecológicos e tradições culturais. É assim o trabalho do artista capixaba Cirinho do Rio Doce, natural de Colatina (ES) e que aportou nas plagas linharenses. O cantor, que começou a carreira cantando em festivais por várias regiões do Brasil, e pelo Vale do Rio Doce, é considerado pela mídia o maior cantador do Vale do Rio Doce.”Uma de minhas canções,Trem de Minas, faz parte também da vida dos mineiros e dos capixabas. São famosas as culinárias e os doces vendidos por ambulantes por onde a locomotiva passa.
É ele o principal responsável pelas realizações locais, regionais e até em outros estados, levando o projeto musical que une a arte musical em cantorias simples mescladas com frase sofisticada, atraindo público seleto em apresentações como a que acontece neste sábado em Linhares. Nesta oportunidade, o projeto traz o cantor Hyldon.
E olha que andar nesse “trem” é passear pela história dos dois estados, ver seus casarões abandonados e outros preservados”, diz Cirinho. Para o músico, as mudanças ocorridas na paisagem ao longo do trajeto do trem entre os dois estados são uma página que deveria ser apagada da história.
”A parte ruim do longo trajeto é ver muitas casas abandonadas, o que mostra a força do êxodo rural. Não gosto de passar próximo à divisa dos dois estados, porque o rio Doce foi desviado. Parece que morreu uma parte de mim, já que eu conhecia o traçado original”, explica. São canções de Cirinho ” Turmalina Turmatilde”, ” Caboclo pescador”, ” Catadora de café”,” Tesoura enferrujada e claro o “Cavaleiro Errante””, entre outras.
