Falta dinheiro para praticamente tudo, até para limpeza de entulhos nos bairros, pagamento dos funcionários e outrosDepois do episódio de anunciar o pagamento do salário de dezembro e do 13º dos servidores públicos iria sofrer atraso, alegando a crise econômica, a imprensa local descobriu que a Prefeitura de Linhares vai gastar quase R$ 600 mil em um documentário sobre a Lagoa Nova. A informação está baseada no que foi publicado no Diário Oficial do Espírito Santo no último dia 09.
De acordo com a publicação uma empresa especializada em serviços de produção e veiculação de documentário, deverá ser destinada a atender a secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Naturais. Para tanto, o edital de contratação aponta duas empresas vencedoras: Brava Produções Eireli, que irá cobrar R$ 545.502,10 pela realização de seu trabalho, e a LV Gráfica Eireli, cobrando R$ 41.750,00. O valor total do serviço será de R$ 587.252,10.
A noticia pegou de surpresa funcionários municipais e o cidadão comum, já que por diversas situações, a PML vem alegando estar sem recursos financeiros para poder empreender obras e serviços, bem como ninguém da prefeitura quis falar sobre o assunto.
Através de nota, a secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que o pagamento às empresas que vão produzir o documentário é proveniente do Fundo Municipal do Meio Ambiente, o Fundema, criado pela Lei Municipal 3.461. Todo recurso do Fundema vem de repasses dos Governos Estadual e Federal ou de multas administrativas por infrações às normas ambientais, por exemplo. Essa verba deve ser utilizada apenas para ações voltadas ao meio ambiente.
Depois de concluído os trabalhos de elaboração, o documentário será exibido em escolas e em TV aberta. Os espaços serão contratados pela produtora que venceu a licitação. Essa etapa só deve ocorrer durante o ano letivo de 2017, já que as gravações ainda não começaram.
A secretaria explicou ainda que o material irá falar sobre a Lagoa Nova, sendo ferramenta de sensibilização à proteção do manancial. Afirmou também que essa ação é discutida desde o início do ano, quando a cheia do Rio Doce levou lama de rejeitos de minério para a lagoa, até o momento em que uma barragem foi construída e interrompeu a ligação entre os dois mananciais. O documentário terá informações técnicas e gerais sobre a Lagoa Nova, que tem sido impactada com a estiagem dos últimos anos, já que sua principal fonte, o Rio Bananal, está com o nível baixo.
De acordo com levantamentos efetuados para apurar os fatos, as empresas vencedoras da licitação foram procuradas para explicar os serviços que deverão prestar à prefeitura. Uma delas, a Brava Produções Eireli, responsável pela produção do documentário, justifica que apenas o vídeo terá duração de 30 minutos. Quanto ao prazo para a conclusão do trabalho não foi informado.


