Estado – O caso da menina Beatriz que foi vítima da doença em Linhares quando o bebê morreu com um quadro de meningite aguda na última quinta-feira (31), véspera de completar um ano de idade, chama a atenção de pais e responsáveis. A causa da morte foi confirmada por laudo e levou a família a acusar a equipe médica do HGL Hospital Geral de Linhares de negligenciar no atendimento da menina que teria sido levada ao local diversas vezes e a doença não havia sido diagnosticada. (Veja matéria completa nesta edição).
De acordo com a Sesa – Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, a meningite, que é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro, ocorre durante todo o ano e pode ser causada por vários agentes como vírus, bactérias, fungos e parasitas. A meningocócica, que está entre as causadas por bactérias, é considerada a mais grave porque possui o potencial de causar surtos e epidemias. Caso não seja diagnosticada e tratada rapidamente, pode causar morte em 48 horas.
Transmissão e tratamento
Em geral, a transmissão da doença é de pessoa para pessoa pelo contato direto com secreções da boca, nariz ou faringe, mais frequentemente por meio de espirro, tosse, fala e beijo.
As pessoas que sentirem os sintomas relativos à doença devem procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima de sua casa. Após a avaliação médica, se houver suspeita, o paciente será encaminhado para um hospital, onde será feito exame para confirmar a doença. Depois da análise preliminar de amostras clínicas do paciente, caso seja confirmado, o paciente fica internado e o tratamento é realizado com antibióticos específicos.
Existem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite. Dentre elas estão disponíveis no calendário de vacinação da criança a BCG (previne a meningite tuberculosa), a Tetravalente, que protege contra a meningite por Haemophilus influenzae tipo B, além de doenças como a Coqueluche, a Difteria e o Tétano.
Para alguns tipos de meningite (meningocócica e por Haemophilus influenzae), existe a possibilidade de impedir a contaminação. Pessoas que tiveram contato prolongado com o doente até duas semanas antes do adoecimento ou por mais de oito horas em meio de transporte, devem tomar o antibiótico profilático específico.
Crianças menores de cinco anos são mais vulneráveis às meningites bacterianas, principalmente menores de um ano, já que o desenvolvimento imunológico ainda não está completo e os anticorpos não são suficientes para impedir o desenvolvimento da doença. Mas adultos e idosos também precisam ficar atentos aos sintomas, pois a doença atinge qualquer faixa etária.
É preciso ter cuidado porque alguns sintomas podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças aparentemente inofensivas, como gripes, otites, bronquites e infecções de garganta.
SE POSSÍVEL IN BOX
Sinais e sintomas
Adultos
Febre alta;
Dor de cabeça forte;
Vômito (nem sempre no início);
Dor e rigidez no pescoço (dificuldade em movimentar a cabeça);
Manchas avermelhadas na pele;
Estado de desânimo, dores musculares (moleza).
Bebês
Moleira tensa ou elevada;
Falta de apetite;
Gemido quando é tocado;
Inquietação com choro agudo;
Rigidez corporal com movimentos involuntários, ou “corpo mole”, largado.
Atenção aos pais
Estejam atentos aos sinais e sintomas, principalmente em crianças menores de 5 anos;
Procurem, imediatamente, um médico para um diagnóstico seguro e tratamento eficiente;
Se seu filho estiver com febre alta, não o mande para a escola. Procurem um médico, para saber a causa;
Informem à escola se seu filho estiver com meningite;
Após a alta médica do paciente, não existe mais perigo de contaminação; Portanto, a criança pode retornar à escola;
Não há necessidade de fechar escolas ou creches quando ocorre um caso de meningite meningocócica entre alunos, professores ou funcionários, pois o meningococo não vive no ar ou nos objetos.
Prevenção
Vacinar todas as crianças a partir de dois meses de idade. Adultos e idosos também devem manter a caderneta de vacinação em dia;
Evitar aglomeração em ambientes fechados;
Evitar contato com pessoas contaminadas;
Manter os ambientes ensolarados e ventilados;
Higiene corporal, do vestuário, dos utensílios, de residência, entre outros.

