Estado – O Espírito Santo ocupa a quinta colocação no ranking nacional de crimes praticados contra vida de mulheres, o feminicídio. No estado capixaba, em uma semana (de 18 a 25 de agosto), foram assassinadas sete mulheres cujos crimes estão dentro desta classificação.
Um dos casos que chamaram a atenção nesse ano, foi o de Maria Aparecida Queiroz Conceição de Souza, 46 anos (foto). Ela foi morta a facadas dentro de casa. O crime aconteceu na manhã desta quarta-feira 08 de março ,no Dia Internacional da Mulher. Ela residia no bairro Interlagos 2. De acordo com uma testemunha disse à PM que, ao chegar na residência, por volta de 9h30, encontrou Maria Aparecida caída na varanda do imóvel, ferida com vários cortes. A vítima sofreu duas perfurações no peito, duas no ombro esquerdo e quatro nas costas. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte da vítima.
Em todo Brasil, conforme análise feita recentemente pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os números de mulheres mortas em razão do gênero são absolutamente alarmantes: oito por dia. De janeiro a junho deste ano no ES foram registrados 60 casos de homicídios de mulheres no Estado, segundo dados divulgados pela SESP. Mas existem mais de 14 mil ações na justiça, relacionadas a casos de violência contra mulheres. O feminicídio ganhou especial destaque após alteração do Código Penal, que em seu artigo 121, parágrafo 2, VI, incluiu em 2015 o tipo incriminador.Mudança a realidade.
A posição ainda é bastante preocupante, mas, se comparada com anos anteriores, apresenta queda, e um saldo positivo para as medidas de enfrentamento à violência contra mulher, segundo a Gerente de Proteção a Mulher da Secretaria de Segurança Pública (SESP), Daniella Figueiredo. “Nós temos a Patrulha Maria da Penha, que ajuda a registrar e fiscalizar as ocorrências; a Casa Abrigo Estadual, que é um equipamento destinado a assistir e abrigar mulheres vítimas em risco de eminencia de morte; e o grupo reflexivo “Homem que é Homem”, explica.
O “Homem que é Homem” funciona desde 2015 na Grande Vitória, e foi implantado nesta quinta-feira, 24, em Linhares. “Os resultados são fantásticos, tivemos no ano passado, uma média de apenas 5% de pessoas que frequentaram o grupo e voltaram a praticar atos”, destaca. Foram trabalhados sete grupos, por ano, com cerca de 15 pessoas em cada um deles.
A adesão é voluntária, mas todos os acusados de crimes domésticos contra mulher são obrigados a participar do primeiro encontro, que fornece orientações das penalidades jurídicas e apresenta a Lei Maria da Penha. Neste ano, o grupo está finalizando o quinto ciclo.

