Colatina – A visita domiciliária (VD) é considerada uma importante tecnologia para a compreensão e para o cuidado às necessidades de saúde da população. Decorre daí a demanda de sua prática nos processos de formação de profissionais da saúde. Este estudo se propõe a analisar a ótica dos usuários de unidades de saúde da família sobre as VDs realizadas por estudantes das séries iniciais de medicina e de enfermagem.
No Brasil, a partir da década de 80 com o advento do Sistema Único de Saúde (SUS), é proposta como alternativa de mudança ao modelo de atenção básica à saúde a implantação, em todo território nacional, da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Espera-se da equipe de saúde da família, ao atuar em uma área adscrita, que desenvolva ações de saúde dirigidas às famílias e ao seu ambiente, com ênfase nos aspectos preventivos, curativos e de reabilitação, articulados com outros setores que contribuam para a melhoria das condições de saúde1. A ESF elege, então, como ponto central, o estabelecimento de vínculo e a criação de laços de compromisso e de responsabilidade entre os profissionais de saúde e a população.
Neste contexto, a Visita Domiciliária (VD) passa a ser compreendida como importante tecnologia no cuidado à saúde da família, sendo apontada como eixo transversal que passa pela universalidade, integralidade e equidade. Junto à compreensão, destaca-se a VD como prática emancipadora, que proporciona aos profissionais importante espaço para o exercício do diálogo, possibilitando a proximidade para o acompanhamento, o conhecimento e o reconhecimento das famílias em suas necessidades de saúde.
Em recente resgate histórico sobre VD, no contexto da atenção à saúde, foi encontrado registro dessa prática desde a Grécia antiga. Ao longo de sua história, observa-se que, em alguns períodos, essa prática era realizada por profissional médico ou enfermeiro e em outros por pessoas leigas que recebiam treinamento para esse fim. O sentido de tais visitas sempre esteve mais voltado para controlar doenças e minimizar o sofrimento do que propriamente em promover a saúde, considerando o contexto social e a qualidade de vida.
A saúde pública de Colatina é considerada uma das melhores do Brasil. A prova disso são centenas de pessoas de outras cidades que vêm para Colatina em busca de tratamento médico. É normal vermos próximo ao Hospital Silvio Avidos e a Santa Casa de Misericordia e São José, veículos com placas de cidades da Bahia, tais como Teixeira de Fretas, Eunápolis; veículos com placas de Pedro Canário, Conceição da Barra, Jaguaré, Montanha, e outras cidades do norte do Espírito Santo; veículos com placas de São Gabriel, Barra de São Francisco, Águia Branca, Água Doce do Norte, Pancas e outras da região noroeste do Estado. Placas de veículos também do leste de Minas Gerais, como Resplendor, Ituêta, Aimorés, Conselheiro Pena, Ipanema, e outras.
Destacamos o trabalho em residências de Edith e Cleria, agentes do serviço de Saúde do Posto Médico localizado no bairro Moacyr Brotas, que atende aos conjuntos Maria Nazaré, Jardim Planalto, Residencial Nobre e Vista da Serra.
Dia 23, terça feira, pela manhã, visitavam uma senhora residente a rua Tuff Bouchabick, Angela Guaitolini.
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Legenda
Agentes de Saúde, Editth e Cléria visitam uam residente na rua Tuff Bouchabick, senhora Angela Guaitolini.


