A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar os programas e ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. Mas a finalidade principal é defender os interesses da Samarco, servindo de “testa-de-ferro”, nas questões de indenizações para com os produtores rurais.
Apesar de ter sido estabelecida por meio de um Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas Vale e BHP, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, em março de 2016, o cumprimento de suas atividades vem sendo questionadas judicialmente, pois não cumpre acordos e vem postergando as indenizações dos produtores rurais de Baixo Guandu, Colatina , Marilândia e Linhares, municípios do Estado atingidos pela conhecida “Tragédia de Mariana”.
Para sanar o problema das indenizações aos produtores rurais, apelos tem sido feitos, estudos por parte da Fundação já foram concluídos e sinalizaram para o acerto final. Entretanto a atual diretoria tem tratado o assunto com desprezo, não dando importância que o fato requer, e com isso ajudando na “quebra financeira” de dezenas de produtores, que de mãos atadas, oram na esperança de Deus possa dar um ponto final nesta demanda.
Outra demanda equivocada praticada pela Fundação Renova está na distribuição de verbas para os poderes públicos, não sendo esta a finalidade desta entidade. Para UPA Linhares foi acertada a quantia de 9.652,500,00 – Para Upa/Colatina 9.652.500,00 – Para Hospital Baixo Guandu 25.492.500,00.
Enquanto distribui dinheiro para o poder público, os produtores ficam sem a indenização já acertada pela Fundação, com vasta documentação e laudos técnicos comprovando o prejuízo. Até quando?


