A mais elevada instância de punição administrativa para os oficiais, o Conselho de Justificação, foi publicado na edição do Diário Oficial desta terça-feira dia 07, Nele os tenentes-coronéis Carlos Alberto Foresti e Alexandre Quintino
A Polícia Militar do ES, iniciou o processo para a demissão de dois tenentes-coronéis. Um deles é Carlos Alberto Foresti, que está detido no presídio da corporação. O outro é Alexandre Quintino Moreira, chefe do Comando de Polícia Ostensiva da Região Sul (CPO SUL).
O Conselho de Justificação, a mais elevada instância de punição administrativa para os oficiais, foi publicado na edição do Diário Oficial desta terça-feira (7). O decreto, para cada um dos militares, foi assinado pelo governador Paulo Hartung.
Neste documento ele indica seis coronéis, três para cada caso, que serão responsáveis pela condução das investigações, com prazo de 30 dias para serem concluídas, incluindo a remessa do relatório para o próprio governador.
Foresti é um dos quatro militares que tiveram a prisão decretada. Capitão Assumção, Sargento Aurélio Robson Fonseca da Silva, soldado Maxson Luiz da Conceição e Foresti são acusados de incitar o movimento grevista e de aliciamento de outros policiais, com a divulgação de áudios e vídeos em redes sociais.
No dia 08 de fevereiro, Foresti teve uma crise nervosa no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no Ciodes e foi levado para ao Hospital da Polícia Militar, de onde foi liberado.
De acordo com as investigações feitas pela Corregedoria da Polícia Militar, e que subsidiou, o pedido de prisões feitos pelo Ministério Público Estadual, um pouco antes do surto, Foresti teria dado ordens para que todos os militares que atuam no Ciodes desligassem seus radiocomunicadores, o que impediria o atendimento das chamadas.
Quanto ao tenente-coronel Quintino, este teria saido em defesa do movimento grevista dos militares. O oficial legitimou o movimento, acrescentando que muitos policiais estão passando por necessidades básicas, devido à defasagem do salário. E disse: “A minha panela está vazia, assim como a panela do cabo está vazia, o nosso salário está defasado, isso é uma verdade”, argumentou naquela oportunidade o tenente-coronel Quintino.
Os dois oficiais militares respondem ainda a inquéritos policiais militares (IPMs). Seus nomes foram os primeiros a serem divulgados pelo governo. São processos que tramitam na área criminal, com acusações de crimes militares, como motim ou revolta, que podem resultar em penas que podem chegar a 20 anos.

