O biólogo e professor Wueley Dondoni Colombo de 22 anos, fez um estudo pioneiro sobre a visão de estudantes em relação aos escorpiões
Santa Teresa – Considerados animais mais antigos que dinossauros e que estão entre os primeiros, na evolução a saírem da água para dominar o ambiente terrestre, os escorpiões já estão por aqui há milhares de anos. E foi justamente para resgatar o medo que as pessoas tem das picadas desse animal invertebrado e compreender mitos que o biólogo e pesquisador Wesley Dondoni Colombo, de 22 anos, realizou um estudo pioneiro sobre a espécie.
Sua pesquisa cientifica sobre a percepção das pessoas em relação a esses aracnídeos, realizada com alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Frederico Pretti, em Santa Teresa, onde Wesley cursou todo o ensino básico, acabou sendo publicado este ano na revista Ibérica de Aracnologia na Espanha. É um reconhecimento do estudo inédito no Espírito Santo e pioneiro no Brasil. Para fazer o estudo o professor buscou nos alunos do ensino médio, percepções sobre o animal.
“Estou desbravando uma área que não tem pesquisas no Estado. Trata-se de um animal invertebrado do qual muitos têm medo, mas pouco sabem sobre ele. Meu objetivo foi compreender e explicar os mitos em torno do animal”, explicou.
Para fazer o estudo, o pesquisador buscou conhecer os conceitos e percepções de alunos do ensino médio sobre o animal. “Um dos mitos que reproduzem é que fazer um círculo de fogo em torno do escorpião faz com que ele se ferroe para não morrer queimado, mas sim com o próprio veneno. Na verdade, ele apenas se contorce, porque, com o calor, perde muito líquido”, explicou.
Wesley explicou que estudos etnozoológicos, como o realizado por ele, permitem a interpretação do histórico construído por animais e homens em uma determinada região, identificando novas estratégias para a conservação de espécies, entendendo os processos ecológicos das regiões e, ainda, subsidiando ações educativas. Ele está ampliando a pesquisa sobre escorpiões, que pretende transformar em livro, já que há poucas publicações no mundo sobre o tema.

