Da Redação
Enfim estamos comemorando a data máxima da Cristandade, a maior festa religiosa do mundo e também a principal do Brasil, com missas, sermões, teatros, presépios, etc, externando a nossa fé em Deus.
Mas no nosso cotidiano, a fé foi pouca por parte dos produtores rurais localizados às margens do rio Doce, que há seis anos esperam pela indenização da Samarco e Vale, que com o lamaçal acontecido em 6 de novembro de 2016, roubaram os bens preciosos dessas pessoas, que é a produção agrícola.
Ou também tudo leva a crer que a fé deles é grande, pois lutam pelos seus direitos, mas os dirigentes da Samarco e da Vale são capitalistas desprovidos de qualquer fé em Deus e respeito pelo seu semelhante.
A Justiça está capenga e a classe política com os olhos vedados. Todos fazendo posse de paisagem, como se nada está acontecendo. A Justiça lenta não obriga esses criminosos a pagarem pelos seus erros. Os políticos atuam numa ciranda de “faz de conta”. E assim o tempo vai passando. Até o dirigente máximo do Estado, governador Renato Casagrande, finge que o problema não lhe diz respeito.
E os produtores rurais que tiveram suas lavouras destruídas, acreditam que se a justiça da terra não se pronunciar, resta a de Deus, que é infalível. Fosse o Brasil um país sério, onde todos cumprem com suas obrigações, a história seria outra. Que o diga a BHP sócia da Vale no capital da Samarco, que vai enfrentar uma maratona de dor de cabeça nos tribunais em Londres, onde milhares de brasileiros estão processando e exigindo uma indenização individual de pelo menos 20 mil libras esterlinas. E os advogados brasileiros, muito deles sem grande faturamento, estão rindo atoa com a perspectiva de encherem os bolsos.
Viva o Natal quando renovamos nossas forças. A luta continua. É a briga de simples gatinhos contra os leões ladrões que vierem roubar suas comidinhas.


