Organização criminosa suspeita de explodir caixas eletrônicos é desarticulada

Wesley Matos Storck (a esquerda), Jhoni da Silva Marques (a direita) e Luciano Rodrigues Moraes (centro). Fotos: divulgação/policia civil

Três homens foram presos por suspeita de explodirem caixas eletrônicos, no interior do Espírito Santo, e roubar R$ 30 mil. Uma pessoa está foragida. Segundo a polícia, os envolvidos compunham uma organização criminosa.

Segundo a polícia civil, foram presos Wesley Matos Storck (apontado como quem explodiu os caixas), de 31 anos e Jhoni da Silva Marques, 33. O terceiro suspeito não teve a identidade divulgada. O foragido é Luciano Rodrigues Moraes, 39.

Os crimes aconteceram no distrito de Caramuru, em Santa Maria de Jetibá, no dia 25/09/2018; Lajinha em Pancas, em 19 de dezembro de 2019, e Guaraná, em Aracruz (06/02/2019). De acordo com a polícia, os suspeitos entravam nas agências encapuzados e com luvas para não deixar digitais

“Chegavam três indivíduos armados, encapuzados, com luvas para não deixar digitais, em um carro roubado e arrombavam a agência. Com um pé de cabra eles forçavam pelo menos uma abertura nos caixas eletrônicos e colocam uma emulsão encartuchada explosiva, detonando dois caixas simultaneamente” explica o delegado responsável pelas investigações, Romualdo Gianordolli.

Ainda segundo o delegado, eles escolheram distritos de cidades no interior do estado por conta do pouco policiamento que ocorre nesses locais, justamente por não possuir uma rotina de crimes. Após as explosões, os criminosos ainda atiravam várias vezes para cima para dar impressão de que havia muitas pessoas praticando o crime, como forma de inibir o trabalho da policia, que não conseguiria deter a ação, já que, geralmente, apenas uma viatura faz patrulha nesses perímetros.

No entanto, nem todas as ações da organização criminosa foram bem sucedidas. “No primeiro ataque, em Caramuru, eles conseguiram subtrair R$ 30 mil, mas nenhum valor foi levado nos ataques em Laginha de Pancas e Guaraná, apenas danos materiais a agência bancária. Com certeza os indivíduos que cometem ataques contra instituições bancárias visam muito mais dinheiro, ou seja, não foram bem sucedidos” destaca Gianordolli.

Dois detidos, Wesley Matos Storck e Jhoni da Silva Marques, trabalharam por um ano em um garimpo no vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, o que gerou a experiência no manuseio de explosivos. Ambos tem passagens pela policia por roubo, tráfico, porte de arma e receptação.

O trio responderá por furto qualificado mediante uso de explosivo e organização criminosa. A pena pode chegar a 18 anos de reclusão.

Com informações de Lizandra Amario-ESHoje.

 

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