Mãe acorrenta filho dependente químico

Ele vende os objetos de dentro de casa para comprar drogas e ainda fica agressivo
Mãe acorrenta filho dependente químico em CachoeiroDesesperada, uma dona de casa acorrentou o filho dependente químico dentro de casa, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado. Ela já conseguiu internação para Regis de Almeida Rodrigues Silva, 24 anos, mas ele foi liberado dos locais por ser agressivo. Ele já vendeu diversos produtos de dentro de casa para comprar drogas.
“Tudo o que sobrou dentro da residência da família está destruído. A cama está quebrada, o vidro da janela ele quebrou com a mão, está tudo fora do lugar”, contou Aparecida de Almeida Silva .
“Não tenho mais nada. Não tenho televisão. Não tenho ventilador. Até meu fogão já foi embora porque ele fica agressivo querendo as coisas. Quer dinheiro de qualquer jeito pra comprar drogas e a gente não tem condições de nada. Eu saí do serviço, não aguento trabalhar mais”, desabafou.
Os pais vivem dentro de casa com medo o tempo todo. Durante a noite, para dormir, o casal fica com um pedaço de madeira, caso precisem se defender. Dona Aparecida ainda anda com uma bolsa o tempo todo, dentro dela ficam objetos cortantes como facas e tesouras tudo escondido do filho.
“Tenho medo. Tenho pavor quando ele sai e chega dentro de casa. Eu acredito que ele tenha ajuda pra ele sair dessa. Tenho fé. Ele sempre arruma problema lá e é liberado. Já conseguiu internação judicial duas vezes e eles liberam ele. Eu quero um lugar que possa segurar uma pessoa assim porque ele é agressivo. Ele quebra tudo”, disse.
Ainda tem momentos que Regis chega a pedir socorro. “É triste, claro que eu quero ajuda, muita ajuda, fazer o quê? As drogas infelizmente estão tomando conta de mim mas eu quero sair dessa”, disse.
Os pais agora aguardam nova decisão da Justiça para internar o filho, mas essa espera tem sido angustiante.
A prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim disse por meio de nota que o jovem foi paciente do Caps e o serviço continua disponível pra atendê-lo com consultas, acompanhamentos e laudos necessários, mas o local não funciona para internação
Ainda de acordo com a prefeitura, para a família transportá-lo sem a vontade dele, precisa de autorização judicial e de acionar uma viatura da polícia. Por fim prometeu que na próxima segunda-feira (05), uma equipe do Caps vai à residência pra orientar os familiares.

Fonte: Com informações de Mônica Camolesi

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