Instituto garante que Indústria extrativa pode alavancar o PIB capixaba nos próximos meses

 

A área de rochas ornamentais, está entre as novas produções industriais extrativas, como petróleo e gás natural, previstas para os próximos meses e que podem surtir um efeito positivo no PIB capixaba, que sofreu uma queda (-1,3%) maior do que o nacional, no primeiro trimestre de 2019, diz Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

Esta é uma das informações da Carteira de Investimentos Anunciados e Concluídos no Espirito Santos, de 2018 a 2023, apresentada na tarde desta segunda-feira (24) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Petrobrás, entre outras instituições, que considera um valor individual igual ou superior a R$ 1 milhão dos investimentos, acompanhados por cinco anos pelo Coordenação de Estudos Econômicos do instituto.

A Carteira de Investimentos Anunciados para o Espirito Santo, no período de 2018-2023 em relação ao de 2017-2022, cresceu R$ 3,4 bilhões. A evolução salta de R$ 53,9 bilhões para R$ 57,3 bilhões, dados coletados de abril do passado a abril deste ano, distribuídas em 512 projetos, sendo R$ 37,9 bilhões em Execução e R$ 19,4 bilhões em Oportunidade.

O novo valor da carteira abrange manutenção de investimentos não concluídos, a conclusão de R$ 2,1 bilhões em investimentos, a exclusão dos projetos não executados com mais de 5 anos de anúncio ou cancelados pelo investidor e a inclusão de novos investimentos anunciados em 2018 e 2019 (até abril/2019).

Diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Luiz Paulo Velloso Lucas destaca a importância da realização anual do estudo para as empresas. “Temos uma carteira de R$ 57 bilhões de reais de investimentos, em execução e também perspectivas. Isso é importante por que empresas fornecedoras, subfornecedoras e o mercado de trabalho são impactados pelas decisões de investimentos. Às vezes a decisão de investimento gera atividade econômica muito antes de acontecer”, explicou. (matéria continua após o vídeo)

 

Divisões
Os investimentos são analisados em duas divisões, sendo a primeira por setor. A indústria, uma das grandes influências para a queda do PIB capixaba no primeiro trimestre, é a que apresenta maior participação dos investimentos (96,6%), com mais de R$ 55 milhões, sendo mais de R$ 37 milhões estão em execução e mais de R$ 18 milhões em oportunidade.

Em seguida vem Comércio, Serviços e Administração pública, que apresenta participação baixa (3,4%), gerando um total de quase R$ 2 milhões, sendo R$ 857 milhões em execução e R$ 1.074 milhão em oportunidade. Por fim, a Agropecuária com participação quase zero (0,1%), totaliza R$ 41,1 milhões, sendo R$ 40,8 milhões em execução e R$ 1,5 milhões em oportunidade.

A segunda divisão dos Investimentos é por Microrregião, apresentando o Litoral Sul, sempre predominante em relação as demais, como líder do ranking.

A origem do Capital dos Investimentos Anunciados está em maioria no Privado Nacional. Em contrapartida, os Estrangeiros apresentaram queda de 8%, que de acordo com o Secretário de Estado de Desenvolvimento, Heber Resende, é resultado do que os investidores estrangeiros tem de informação do nosso país. “A sinalização que o país está dando, do ponto de vista do investidor estrangeiro, é preocupante. Nós não temos uma definição clara, por exemplo, se a Reforma da Previdência e Reforma Tributária sairão. Como eles conhecem menos o país que a gente, ese baseiam pelas informações que são divulgadas na impressa, que dão conta que tem uma espécie conflito de interesses do Legislativo e Executivo, e isso precisa ser resolvido”, enfatiza o Secretário de Estado de Desenvolvimento.

Concluídos
Os Investimentos concluídos no ano passado totalizam R$ 2,1 bilhões, distribuídas em 108 projetos, com destaque para R$ 1,8 bilhões na Indústria e investimentos de menor valor em Comércio, Serviços e Administração Pública, totalizando R$ 271,0 milhões, com a Microrregião Metropolitana liderando o ranking.

Já a Origem do Capital dos Investimentos está equilibrado entre Privado Nacional (50,5%) e Públicos (49,5%).

 

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