Conheça os cinco fatores determinantes na classificação do Flamengo na Libertadores

Rubro-Negro passou de fase para enfrentar o Internacional

Por Lance

Gabigol vibra com a vaga

Gabigol vibra com a vaga – Daniel Castelo Branco

Rio – Não foi para qualquer um. Para cardíacos, então, um perigo. A noite desta quarta reservou uma montanha-russa de sensações ao rubro-negro, que viu o Flamengo fazer os necessários dois gols para ir aos pênaltis logo nos primeiros minutos de jogo, diante do Emelec, pela volta das oitavas da Libertadores e com gols de Gabigol. E depois? Sofrimento, estreia de promessa, pressão do Emelec e mais nada de bola na rede. O roteiro encomendara os pênaltis.

Nas cobranças, o time de Jorge Jesus venceu por 4 a 2 e, com muita festa – e alívio – dos 67 mil presentes no Maracanã, passou de fase para enfrentar o Internacional, pela quartas. Confira cinco fatores marcantes da classificação:

UM INÍCIO DOS SONHOS

Flamengo x Emelec - Gabigol

Gabigol marcou dois gols logo no início (Foto: AFP)

Um dos maiores desafios de um time é aliar empenho e desempenho em um jogo decisivo, ainda mais quando já se inicia um jogo numa situação adversa. E o Flamengo, nesta noite, conseguiu. No primeiro lance de ataque, quando estava estrategicamente esmagando os equatorianos, chegou na cara do gol após troca de passes de almanaque, com meias próximos: Gabigol perdeu.

Mas, logo depois, Gabigol, depois de jogada ensaiada no escanteio e pênalti sofrido por Rafinha, converteu a cobrança da marca da cal e abriu o placar. Isto aos dez minutos. Na casa dos 20, Gabigol deixou mais um, depois da entrega de Bruno Henrique para recuperar a posse: 2 a 0. Um início dos sonhos.

PARCERIA DE SUCESSO PELA DIREITA

Flamengo x Emelec

Rafinha voltou a ser importante (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

Assim como ocorreu diante do Botafogo, Rafinha subiu ao ataque para fazer a diferença. Além de ter sofrido o pênalti, participou ativamente do apoio. Ao seu lado, Gabigol, que passou a abrir pelo setor para associar com o lateral-direito e Éverton Ribeiro, demonstrou que a parceria dá frutos em profusão.

​No início do segundo tempo, Éverton deixou o gramado para dar lugar a Arrascaeta. Com isso, Gerson passou a ocupar o corredor direito, como se deu diante do Alvinegro, domingo último. Não foi bem; Berrío entrou – mal – no fim.

ESTREIA DE REINIER

Flamengo x Emelec

Reinier teve estreia discreta (Foto: MARCELO DE JESUS / RAW-IMAGE)

Na casa dos 25 minutos, Gabigol pediu para deixar o campo, com dores. Jorge Jesus não exitou: chamou o garoto Reinier, de apenas 17 anos, para estrear pelos profissionais do Flamengo. Com muita pressão nas costas, o meia da Seleção Brasileira sub-17 ocupou a faixa central de campo.

Depois de duas semanas como desfalque, Arrascaeta recuperou-se de uma lesão muscular na coxa e também foi acionado. Ambos não entraram bem e passaram longe de segurar a bola como Jesus queria. O drama só aumentava.

QUEDA BRUSCA NA ETAPA FINAL

Flamengo x Emelec

Time de Jesus sofreu no fim (Foto: Celso Pupo/Fotoarena/Lancepress!)

O Flamengo não manteve a intensidade no segundo tempo. Aos poucos, sobretudo pela boa atuação de Queiroz e faltas propositais do outro lado para picotar o jogo, o time de Jesus perdeu o controle do meio e o ímpeto do início.

No tempo regulamentar, o Emelec encerrou com mais volume e rondando a área do Flamengo, sem muita qualidade, mas com peças que criaram perigo.

PÊNALTIS: TRAUMA CURADO

Flamengo x Emelec

Diego Alves pegou um penal (Foto: Delmiro Junior/PHOTO PREMIUM)

A decisão ficou para os pênaltis. O clima de tensão era cristalino. Mas havia confiança. Gabigol, no banco de reservas, regia a torcida e pedia que as músicas aumentassem o volume. E daí renasceu a que dizia que Diego Alves é “o melhor goleiro do Brasil”. Era para a hora ideal para alijar a má fase.

Diferente do que ocorreu contra o Athletico-PR, há duas semanas e pela Copa do Brasil, todos os batedores do Flamengo (Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha) fizeram. Diego, muito enaltecido, defendeu o bate de Arroyo e ainda viu Queiroz acertar o travessão. Vaga merecida às quartas da Libertadores, após nove anos e com direito a trauma curado.

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